Diários de Aula

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Dia 20 de Setembro de 2012

   Na primeira aula de Seminário de Integração Profissional IV, a docente Ana Carvalho começou por fazer a sua apresentação (formação base, percurso profissional, de onde vinha, etc.) e por disponibilizar os seus contactos pessoais.
Em seguida, explicou qual o tipo de trabalho que iríamos desenvolver, ou seja, um trabalho que implicaria a nossa envolvência directa numa instituição onde teremos de desenvolver um projecto de intervenção. Percebi assim que este se divide em duas fases: na primeira teremos de fazer a caracterização da instituição e na segunda aplicaremos o nosso projecto. Devido ao carácter contínuo deste trabalho tomei conhecimento que a disciplina será leccionada nos dois semestres pela mesma docente.
Para além disto a docente explicou a questão da avaliação, explicando as suas componentes e as datas de entrega. Uma dessas componentes (individual) é a construção de um Portefólio Digital, onde teremos de fazer os registos das aulas bem como das actividades directamente ligadas com o trabalho e será entregue a dia 20 de Dezembro.
A docente indicou ainda que haveria uma aula (a escolher entre duas aulas) que serviria de apoio aos trabalhos. Esta aula é uma mais-valia pois neste tipo de trabalho são várias as questões que vão surgindo ao longo só seu desenvolvimento e este apoio é crucial para que se desenvolva da melhor forma.
Foi ainda fornecida a informação acerca da plataforma Schoology que irá ser utilizada ao longo o semestre, onde serão disponibilizadas todas as informações e materiais referentes à disciplina.
Neste dia a docente sugeriu que começássemos a pensar na área que gostaríamos de desenvolver o trabalho e assim procurar algumas instituições dentro da mesma.
  Faço um balaço positivo desta aula pois fiquei motivada por ter de desenvolver um trabalho em que tenho de me envolver directamente no terreno e assim ganhar experiência. O único ponto mais negativo prende-se com o facto de termos de encontrar uma instituição que aceite a nossa intervenção, pois em anos anteriores tal não foi fácil e pode condicionar o normal desenvolvimento do trabalho.

Palavras-chave: apresentação, projecto de intervenção, avaliação, aula de tutoria e plataforma Schoology.



Dia 27 de Setembro de 2012

Na segunda aula a docente começou por perguntar quais as áreas em que estávamos interessados para desenvolver o trabalho. Desde logo indicou sítios em que poderíamos desenvolver o projecto sendo que no meu caso (e da minha colega), que tinha escolhido a intervenção social ou desenvolvimento local, indicou o Programa Escolhas que tem como missão a criação e financiamento de projectos que são depois desenvolvidos em diversas associações/instituições. O facto de a docente ter indicado este Programa foi uma mais-valia pois é uma maneira de nos sentirmos mais seguros em relação à nossa escolha, que por vezes é tão problemática.
Procedeu-se em seguida à distribuição dos textos a serem apresentados durante o semestre por cada grupo, tendo a professora explicado que existiriam ainda textos diferentes que tinham como finalidade a realização de fichas de leitura (quatro no total).
Por fim, a docente questionou sobre algumas das características mais importantes que devíamos ter em conta na escolha da instituição. Em primeiro lugar devemos ter em atenção o horário da instituição/associação de modo a que seja possível conciliá-lo com o horário da Licenciatura, ou seja, nenhum deles pode ficar de certa forma prejudicado. Depois na instituição/associação devem existir projectos activos para que possamos desenvolver o nosso projecto, isto é, que permita a nossa integração e dos nossos objectivos. A localização é também um ponto importante pois esta influencia as nossas deslocalizações e pode tornar mais fácil (ou mais difícil) o desenrolar do nosso trabalho. Um último aspecto prende-se com a disponibilidade física/espaço que é determinante uma vez que para desenvolvermos o nosso trabalho é necessário que nos envolvamos directamente nas actividades da associação e para tal é indispensável termos espaço.

 Palavras-chave: instituição, Programa Escolhas, apresentações, horário, localização e projetos ativos.



Dia 11 de Outubro de 2012

    Nesta aula foram apresentados os dois primeiros textos, um acerca da Investigação Qualitativa em Educação e outro sobre a Entrevista Exploratória. O primeiro texto foi apresentado pelo meu grupo e por essa razão acabou por ser uma vantagem pois fez-me recordar de certos aspectos que devemos ter sempre presentes aquando da realização deste tipo de investigação.
    Neste sentido, foi importante recordar que na investigação qualitativa a fonte de dados é o ambiente natural e que esta é essencialmente descritiva, sendo que o investigador não procura ser como o sujeito mas saber como este é. Quanto às notas de campo estas não devem ser lidas por pessoas internas da instituição devendo o investigador usar nomes falsos e códigos, bem como, mudar o nome da instituição. No caso das observações que teremos de realizar devemos ter presente que não devem durar mais de uma hora, numa primeira fase, e mais tempo quando já há uma relação de confiança. No momento de realizar a entrevista devemos sempre pedir autorização para gravar e não julgar, em momento algum, ­aquilo que é dito pelo entrevistado.

  • Entrevista Exploratória
Visto que nos encontramos na fase de diagnóstico, em que fazemos a caracterização da instituição, a entrevista exploratória é um dos métodos mais indicados pois tem como objectivo o conhecimento da instituição, nomeadamente, os seus fundamentos e história, os objectivos, as actividades/projectos e os projectos futuros.

Palavras-chave: investigação qualitativa, investigador, notas de campo, observações e entrevista exploratória.


Dia 18 de Outubro

A terceira aula iniciou-se com a indicação de algumas orientações sobre a construção do guião de entrevista, dando a docente alguns exemplos de questões a colocar e outras a não colocar.
A docente quis ainda saber o ponto em que se encontram os trabalhos, tendo sido notório um desfasamento considerável entre os grupos – uns ainda não têm uma instituição para trabalhar enquanto outros já se encontram a realizar entrevistas.
Um ponto importante foi o facto de a professora ter relembrado que neste primeiro semestre teremos que analisar a temática que é objeto do nosso estudo no enquadramento teórico que será entregue no relatório.

·         Análise SWOT
Quanto às apresentações estas incidiram sobre a análise SWOT que pode ser definida como uma técnica usada pelas empresas ou instituições para fazer um diagnóstico. As siglas ligam-se a Strengths (pontos fortes); Weaknesses (pontos fracos); Opportunities (oportunidades); e Threats (ameaças). Esta análise é feita a nível interno e externo sendo que as duas primeiras componentes ligam-se ao nível interno (strengths e weaknesses) e as duas últimas ao nível externo (opportunities e threats). Esta análise vai auxiliar-nos a, de certa forma, “arrumar” toda a informação que vamos obtendo sobre a instituição/associação e também a fazer o diagnóstico. Estas categorias não têm de ser entendidas como uma só, isto é, há a possibilidade de fazer um cruzamento entre Pontos Fortes e Ameaças e entre Pontos Fracos e Oportunidades.
A recolha de informação é então fundamental para realizar este tipo de análise, sendo imprescindível recolher dados sobre parcerias, meio envolvente e a própria conjuntura social. Penso que na entrevista inicial teremos de tentar recolher o máximo de informação.
Esta aula foi muito importante pois ficámos a conhecer qual o método que temos de utilizar durante o trabalho para analisar a informação sobre a instituição, trabalho que ainda não tínhamos feito até agora. Esta análise parece-me um pouco difícil de fazer pois recolhemos muita informação no campo mas, no entanto, esta vem servir como um facilitador para o decorrer do trabalho.

Palavras-chave: temática, análise SWOT, pontos forte, pontos fracos, oportunidades, ameaças e recolha de informação.


Dia 25 de Outubro

Nesta aula começámos por rever o guião da entrevista com a docente uma vez que havia algumas questões que era necessário formular, sendo muito importante a ajuda da mesma para fazer-nos ver o que é importante ou não perguntar.
Foi revisto as várias componentes do relatório, nomeadamente, o enquadramento temático, tendo a docente dado exemplos ilustrativos consoante a área em que se insere o projeto. Neste será importante abordar a temática que a instituição aborda com base nas atividades que desenvolve, isto é, temos de recolher informação sobre o tema em que estamos a trabalhar (ex. formação de professores, intervenção comunitária, educação pela arte, etc.) de modo a obter uma base teórica e fundamentada. Este ponto foi especialmente importante para mim pois foi uma forma de perceber melhor o que a docente pretende nesta componente do relatório e também de perceber a temática abordada no meu projeto. No enquadramento metodológico é pressuposto mencionarmos a metodologia de projeto, nomeadamente, da investigação qualitativa, da entrevista semi-diretiva, da análise documental, da técnica de observação, entre outros.
No que toca ao portefólio foi relembrado que este se deve dividir em diários de aula e diários de campo, onde devemos registar os contatos feitos bem como as idas à instituição, comparando os nossos objetivos e aquilo que aconteceu, que se traduzirá numa reflexão.

·         Elaboração de projetos sociais
Com base na apresentação foi percetível que a elaboração de projetos sociais depende de fatores humanos, teóricos e financeiros. Para elaborar um projeto é então preciso definir e caracterizar a ideia-central, especificar os antecedentes que foram detetados no diagnóstico e a razão da escolha do processo que define o projeto, definir os objetivos, metas, localização, metodologia, elaborar a calendarização e fazer o levantamento de recursos humanos, materiais e financeiros. Quanto à fase de diagnóstico esta tem como principal objetivo o conhecimento da realidade em que o projeto se insere. Nesta fase é fundamental detetar necessidades, estabelecer prioridades, fundamentar o projeto, delimitar o problema, localizar, rever a bibliografia e prever os recursos necessários. Esta fase é extremamente importante para qualquer projeto, em particular para o nosso, pois é com base nela que vamos desenvolver a parte prática em si, isto é, quanto mais meticulosos formos ao fazer o diagnóstico e o próprio projeto mais fácil será a nossa atuação no terreno.

Palavras-chave: guião de entrevista, componentes do relatório, projeto e fase de diagnóstico.



Dia 08 de Novembro

No que toca a esta aula esta iniciou-se com a marcação do horário e da data das tutorias, sendo que cada uma terá a duração de uma hora. Para mim foi importante a docente mencionar que todo o trabalho que já tivermos realizado devemos enviar e também colocar todas as dúvidas e problemas durante a tutoria.
Procedeu-se ainda ao enquadramento geral dos grupos, tendo verificado que há grupos que ainda não têm uma resposta definitiva da instituição o que pode prejudicar o se trabalho. No caso particular do meu grupo, e visto estarmos dependentes da aceitação (ou não) dos projetos, a docente aconselhou a permanecermos na instituição escolhendo observar o centro de estudos ou as formações realizadas.
Quanto ao portefólio individual a docente fez um balanço dos trabalhos já recebidos e relembrou que a reflexão deve estar presente em todos os diários, independentemente de estar no meio ou no fim. No meu caso, foi importante a docente ter dado feedback do meu diário de aula uma vez que é uma forma de saber o que estou a fazer corretamente e incorretamente.

·         Planificação
Tal como o grupo apresentou a planificação estabelece aquilo que se deve fazer para que mais tarde se possam tomar decisões práticas para a sua implementação. A planificação pode ser vista como um processo e ainda como divisão de um plano em programas e projetos. Os programas devem então se flexíveis, abertos, participativos, autogeridos, interdisciplinares e descentralizados. Devem ser tidos em conta os seguintes níveis de planificação: geral, específico e concreto. Na planificação devem ser definidos objetivos que podem ser gerais ou específicos. Quanto à metodologia esta deve responder à questão “como se vai fazer?” implicando a definição de tarefas, normas e procedimentos para a executar. Um aspeto também importante é a calendarização que tem como finalidade apresentar o seguimento e sucessão das etapas da investigação, bem como a forma como estas se desenvolvem.

A aula terminou com um exercício onde tínhamos de simular um planeamento e tal foi muito importante para perceber que não é fácil fazer uma planificação depois de recolhida a informação. Este tipo de exercícios serve como preparação para o trabalho de campo que estamos a realizar, sendo por isso uma mais-valia.

Palavras-chave: tutoria, planificação, previsão, recursos, estratégias e parceiros.



Dia 22 de Novembro

   Neste dia decorreu a aula de tutoria tal como estava previsto. Esta serviu acima de tudo para explicarmos à docente todo o trabalho realizado até à data, que já tinha sido inclusivamente enviado à mesma, e para a mesma nos dar o seu feedback e mais orientações sobre o trabalho e o próprio relatório. Numa primeira fase a professora começo então por comentar o trabalho já realizado e posteriormente explicou o que deveríamos fazer nas próximas semanas, nomeadamente, a grelha de análise da entrevista, a caracterização da instituição, a análise Swot, etc.   Depois disto a docente demonstrou alguma indignação por ainda não termos feito o Enquadramento Temático, o que para mim foi um pouco estranho uma vez que a docente sabia há já algum tempo que apenas no dia 30 de Novembro iríamos ter a resposta em relação à continuação dos projectos. Este facto faz-me pensar que, embora saiba que são muitos grupos, por vezes não temos tido o apoio suficiente e pertinente para o desenvolvimento do trabalho.
   Outro aspecto prendeu-se com a componente individual (portefólio online) em que também fiquei um pouco confusa pois há umas semanas a docente tinha dito que este estava bem elaborado e que havia aspectos a melhorar (colocar títulos e palavras-chave) e neste dia disse que estava a ser muito descritiva e pouco reflexiva.
  Esta aula poderia ter sido mais produtiva e acima de tudo era necessário um apoio ainda mais individualizado, em vez de generalizado, pois acho que ficou a faltar esta componente.


Dia 29 de Novembro

No início desta aula foram entregues as actividades realizadas na aula anterior aos respetivos grupos, onde foi feito um balanço de todos. No meu caso, houve uma troca nos objectivos gerais e nos específicos mas foi fácil perceber depois da entrega qual o erro. Esta actividade foi muito importante para termos ideia de como se realiza este processo, teria sido interessante no final fazer este exercício em conjunto para percebermos efectivamente como o fazer.


  •       Inquéritos
Quanto a este tema, e com base na apresentação, é necessário reter que estes podem ser compostos por perguntas abertas ou perguntas fechadas, sendo que cada uma delas obtém respostas diferentes. Na fase da avaliação do projecto será necessário aplicar este método para averiguar se o projecto correu como estava planeado ou não, com respostas mais específicas. Ao elaborarmos estes inquéritos devemos optar por escalas pares e colocar todas as perguntas na positiva ou negativa, o que não é algo novo pois em Estatística e Investigação em Educação I já tinham sido abordados estes aspectos.


  •       Observação
Esta segunda temática também já não é nova pois na unidade curricular de Seminário de Integração Profissional III também realizámos observações para a realização do projecto. Esta pode ser participante (quando queremos estudar uma comunidade, a longo prazo, participando nas actividades) ou não participante (ocorre ao longo do tempo mas o investigador não mantem qualquer contacto com os sujeitos).
Neste semestre por enquanto só realizámos uma observação, não tendo no entanto sido construída nenhuma grelha de observação pois como não se tratava de uma das actividades em que nos vamos inserir não sentimos a necessidade de construir a mesma.
Pela experiência passada sinto que tenho alguma dificuldade nesta técnica uma vez que o preenchimento desta grelha e a própria selecção da informação para construí-la não é um processo fácil. Penso que só com a prática conseguirei ultrapassar tais dificuldades.

Palavras-chaves: planeamento, inquéritos, observação, grelha de análise e dificuldades.




Dia 06 de Dezembro

Nesta aula como sempre fez-se um balanço dos trabalhos e procedeu-se à marcação de uma sessão de tutoria extra. Um outro aspecto importante que foi relembrado prendeu-se com a análise SWOT, nomeadamente, que nesta devemos incluir as entrevistas, observações e a análise documental.
Os temas abordados foram a aplicação, execução e avaliação do projeto. Para mim o aspecto que mais se salientou foi o facto de termos de fazer a avaliação nas fases intermédias do projecto e não apenas no final, para que seja possível melhorar continuadamente. De facto, a auto-avaliação é muito importante neste tipo de projectos pois devemos ter noção daquilo que fizemos hoje para amanhã fazermos melhor.
Esta aula serviu para eu perceber acima de tudo a importância da avaliação, mas como o meu projecto ainda se encontra um pouco atrasado fez com que me sentisse ainda mais preocupada pois anda não sabemos o que fazer como projecto de intervenção e já estamos a falar da avaliação final.



Palavras-chave: balanço, avaliação, auto-avaliação e futuro.



Dia 13 de Dezembro

Nesta aula deu-se início às apresentações dos vários trabalhos de grupo, que se focavam principalmente nos temas a trabalhar no projecto de intervenção, nos objectivos que se quer atingir e, em alguns casos, a ideia do projecto em si. Em todas elas tivemos de preencher uma grelha com os tópicos acima referidos e foi notória a disparidade entre grupos pois enquanto uns já sabem minimamente o que vão realizar no segundo semestre, outros apenas têm uns objectivos muito gerais definidos.
Esta aula fez-me perceber que de facto a realização deste tipo de trabalho não é de todo uma tarefa fácil pois estamos, em larga escala, dependentes da instituição onde nos inserimos. Digo isto pois os grupos que se inseriram mais cedo e com mais facilidade nas instituições são aqueles que estão mais seguros e, de certa forma, mais adiantados. No meu caso particular esta ideia é completamente certa porque a inserção na instituição não foi fácil e o facto de termos estado dependentes da resposta da mesma em relação aos Projectos fez com que o nosso trabalho se atrasasse muito, o que pode acabar por nos prejudicar.



Palavras-chave: apresentação, balanço e dificuldades.




Dia 20 de Dezembro

Tal como previsto, nesta última aula procedeu-se às apresentações dos restantes grupos de trabalho. Foi possível verificar que embora todos os grupos já tenham delineado o que vão fazer no seu projecto de intervenção, há uma grande discrepância entre os vários grupos pois uns já têm todas as etapas definidas e outros apenas uma ideia geral do que virão a fazer.
Um aspecto interessante e importante foi a marcação de apresentações já para o segundo semestre, tendo ficado a saber que teremos também uma aula com um elemento da PORDATA, o que é sempre uma mais-valia.
Quanto à apresentação do meu grupo foi notório que os colegas não perceberam bem o que estamos a idealizar como projecto mas acho esta atitude compreensível porque de facto ainda não temos elementos sólidos para dizer que é o nosso projecto. Há então que melhorar este aspecto até à entrega do relatório.

Palavras-chave: apresentação, balanço final, melhoria e diferença.




2.º Semestre

Dia 21 de Fevereiro

Nesta primeira aula, tal como combinado decorreu a sessão sobre a PORDATA. No meu caso foi a segunda pois em Educação e Desenvolvimento já tinha assistido a uma. No geral foi igual à primeira, excepto em relação aos gráficos dinâmicos que não tinha sido mostrado.
Particularmente no caso do meu projecto de intervenção penso que não há dados que possam ser úteis mas é sempre uma mais-valia conhecer este tipo de sites pois disponibilizam dados que nos podem ser úteis noutras áreas. Em Economia da Educação utilizei esta fonte e foi realmente interessante observar alguns dados sobre Portugal e também a relação com a União Europeia.

Palavras-chave: PORDATA, estatísticas, Portugal e União Europeia.



Dia 28 de Fevereiro

Ao fazer a marcação das apresentações deste semestre percebi que estas vão ser bastante úteis para o nosso futuro, uma vez que se centram em temas que são cruciais nesta altura em que temos de reflectir sobre o ingresso ou não no mestrado. Acho que era esta componente que faltava numa unidade curricular como esta, onde é suposto percebermos e termos contacto com o mercado de trabalho.
Em relação às apresentações dos colegas foi notório que todos, independentemente das dificuldades iniciais, conseguiram encontrar um projecto de intervenção que vai ao encontro das necessidades/potencialidades das instituições.
A avaliação dos projectos é a componente que a meu ver parece suscitar mais dúvidas, tanto aos grupos que já apresentaram como ao meu próprio grupo. Será imprescindível ler os textos sugeridos pela docente para perceber qual o modo de avaliação que mais se enquadra em cada projecto.

Palavras-chave: Futuro, mestrados, planeamento, avaliação e dificuldades.


Dia 07 de Março


Após esta aula ter terminado, e com base nas apresentações dos vários grupos, fiquei a pensar nas dificuldades que cada um de nós vai encontrando nas instituições. Foi notório que na generalidade todos nós (enquanto alunos inseridos numa instituição) demonstramos grande disponibilidade e motivação para desenvolvermos o trabalho em campo mas, devido aos entraves que são colocados pelos responsáveis que nos acompanham, estamos a perder essa motivação e estamos até a ficar frustrados. Não sendo culpa directamente nossa, também não podemos abordar esta questão com os responsáveis pois estamos dependentes deles para a concretização deste trabalho.

Penso que nos próximos anos uma das preocupações que os docentes deveriam ter era não deixar que os alunos trabalhem em instituições onde são postos à margem do trabalho da mesma. Sei que estas dificuldades servem para fazer-nos crescer mas não há nada mais desmotivante do que querermos participar e envolvermo-nos na vida quotidiana da instituição e não deixarem, limitando-nos apenas a ser “ratos de biblioteca” (expressão usada pela Coordenadora da Raízes).

Palavras-chave: Limitação, motivação e frustração.




Dia 14 de Março

Esta aula serviu sobretudo para me fazer pensar em duas questões: avaliar outros trabalhos serve também para melhorar o nosso próprio, e que mesmo com alguma experiência construir elementos de avaliação é uma actividade bastante difícil.
Foi visível que as grandes dificuldades dos grupos prendem-se com a linguagem utilizada (clareza, rigor),a organização e coerência interna, e a própria escolha da escala. Temos assim de melhorar as nossas competências neste domínio, especialmente por sermos alunos da área das Ciências da Educação.
Depois do exercício de avaliação dos instrumentos de avaliação tive a real percepção que muitos dos questionários que recebemos muitas vezes estão realmente mal construídos. Posso dizer que me tornei mais crítica em relação a estes instrumentos graças a esta aula.

Palavras-chave: avaliação, questionários e dificuldades.




Dia 21 de Março

A tutoria serviu para mim mesma como uma prova de que com trabalho e esforço conseguimos enfrentar as mais diversas dificuldades. Ao invés do que aconteceu nas tutorias do semestre anterior penso que nesta foi visível que o projecto de intervenção está a decorrer dentro do planeado e das datas estabelecidas. Talvez por esta razão a conversa se tenha baseado mais na fase de construção do relatório do que no trabalho de campo, uma vez que no presente não existem grandes dificuldades.
Na minha opinião, a docente também já mudou a atitude em relação ao que espera do grupo pois não se mostrou tão crítica mas sim mais expectante e confiante.
Para finalizar, gostaria de frisar que foi muito importante para mim a conversa relativa aos mestrados pois é algo que ainda me deixa algumas dúvidas e é sempre bom falar com alguém que esteja informado sobre o assunto.
Palavras-chave: Dificuldades, esforço e sucesso.



Dia 04 de Abril


Nesta aula foram relembradas algumas das condições para construção do relatório final. Estas já tinham sido referidas pela docente na tutoria mas por serem tão importantes foram ditas para todos os grupos.

A parte mais importante da aula prendeu-se com a apresentação de duas teses de mestrado, onde foi possível ter a percepção das metodologias utilizadas em cada uma. Com as apresentações tive a noção de que, mesmo já no mestrado, optar pelas técnicas e instrumentos de recolhas de dados é uma tarefa por vezes complicada. Verifiquei que em pelo menos um dos casos até o próprio autor da tese teve a noção, no final do seu trabalho, que deveria ter optado por outros métodos. A meu ver falta um melhor acompanhamento por parte dos orientadores neste processo. No entanto, de um modo geral penso que em ambas as teses foram utilizadas técnicas relativamente adequadas consoante a finalidade a que os autores se propunham.
Palavras-chave: Relatório final, teses, métodos de pesquisa e dificuldades.



Dia 11 de Abril


Foi neste dia que terminámos a análise das teses de mestrado, abordando o mestrado em Tecnologias, Formação de Professores e Formação de Adultos.

Consegui verificar uma vez mais que uma das maiores falhas é a definição dos objectivos gerais e específicos. Em grande parte das teses havia esta falha, muitas vezes eram confundidas as questões de investigação com os objectivos. Fica então a questão: por que é que tal acontece? Não consigo encontrar uma resposta imediata para esta questão mas penso que fica a faltar um maior acompanhamento aos mestrandos para que não continue a haver este tipo de erros.

É imprescindível que se definam logo à partida os parâmetros a abordar nas diferentes teses, melhorando e facilitando a elaboração das mesmas. Será uma solução, ou pelo menos uma ajuda, para este problema.

Palavras-chave: Teses, objectivos gerais e questões de investigação.



Dia 18 de Abril



Esta aula foi das mais importantes que tive até hoje, no que diz respeito a esta unidade curricular. Pela primeira vez tive a oportunidade de ter informação e de ver realmente qual o caminho que posso escolher para o meu futuro enquanto licenciada em Ciências da Educação.

O testemunho dado pela colega foi muito importante pois ter a oportunidade de ver um testemunho real faz-nos ter outra ideia e noção daquilo que podemos vir a fazer. O que me despertou mais curiosidade no percurso dela foi o programa Leonardo da Vinci, pois acho que a componente profissionalizante muito importante e enriquecedora a nível pessoal e de currículo.

Além disto, a apresentação que fiz sobre programas de mobilidade ajudou-me bastante a conhecer vários percursos a seguir e também a ter noção que a procura de informação nesta área não é tarefa fácil. No caso do Instituto de Educação a informação disponibilizada foca-se sobretudo nos estudantes que vêm para o Instituto, esquecendo um pouco os próprios estudantes.

Pelo feedback dado pelos colegas julgo que a apresentação foi também para eles uma mais-valia pois grande parte dos programas apresentados não eram conhecidos pelos mesmos. Fica a sugestão de fazer este tipo de apresentações os próximos anos (e até nos outros turnos de SIP V) como forma de orientar mais eficazmente os alunos no momento da decisão do que fazer num segundo ciclo.
Palavras-chave: Testemunho, segundo ciclo, programas de mobilidade e apresentação. 



Dia 02 de Maio

Estamos agora numa fase de decidir o nosso futuro. O que fazer agora? Qual o percurso a seguir?
Tentando encontrar várias respostas, esta aula serviu precisamente para vermos os diferentes caminhos que temos pelo segundo ciclo. No início estava muito entusiasmada com a ideia de ver os mestrados fora de Lisboa pois sempre tive interesse em estudar longe de casa mas, no final, a ideia com que fiquei foi outra.
Entre os mestrados mencionados o que mais me interessou foi o de Coimbra que se foca na Intervenção Comunitária, área que gostaria de seguir a nível profissional. No entanto, fiquei a perceber que a Universidade de Lisboa é muito provavelmente a melhor possibilidade entre as demais pois o seu prestígio tem sido notório em inúmeras situações.
Deste dia tiro então uma grande decisão: faça eu o que fizer será no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
Palavras-chave: Mestrados, Instituto de Educação e escolha.

Dia 09 de Maio

Num mercado de trabalho em constante mudança, em que a procura é maior que a oferta, é necessário sermos diferentes e inovadores. Daí o tema desta aula: projectos inovadores.
O projecto apresentado pelos colegas é conhecido já por um grande número de pessoas. O TED veio de facto revolucionar as tradicionais conferências e também veio introduzir uma nova forma de comunicar ideias e projectos inovadores para qualquer parte do mundo.
Esta é uma nova forma de pôr as pessoas a pensar e a questionar-se sobre diversas questões. Além disto permite que ideias e projectos que surgiram outros países possam ser trazidos para Portugal.
É essencial que todos nós, principalmente os jovens, tenhamos uma atitude de inovação e empreendedorismo, contribuindo com ideias que venham, não mudar o mundo, mas mudar a realidade de algumas pessoas que precisam destas ideias para serem muitas vezes mais felizes.
Palavras-chave: Projectos inovadores, TED, empreendedorismo e mudança.



Dia 16 de Maio

Para iniciar esta aula, começámos por fazer a marcação das tutorias, das apresentações finais e do portefólio.
Foi relembrado que o relatório terá no máximo 30 páginas, tendo de incluir um resumo no seu início. A metodologia a utilizar na construção deste instrumento passa por não apagar o que foi feito mas sim reformular se necessário, sendo que se houve algo que não foi realizado isso deve ser explicado nas conclusões.
Na apresentação deste dia um dos focos foi a ANALCE – Associação Nacional de Licenciado em Ciências da Educação. Foi possível verificar alguns indicadores relacionados com a empregabilidade ou as áreas de emprego dos licenciados em Ciências da Educação o que é muito interessante para nós que estamos agora a acabar o primeiro ciclo de estudos.
Um exercício muito pertinente realizado neste dia foi o de tentar perceber quais as competências que tínhamos adquirido com licenciatura e os trabalhos desenvolvidos nesta e o modo como as poderíamos aplicar de maneira a que servissem como um trunfo para nós.
Trabalhar em grupo ou ser crítica com a realidade são de facto competências pessoais que espero conseguir vir a utilizar um dia quando inserida no mercado de trabalho.
Palavras-chave: Relatório, datas, ANALCE, competências e mercado de trabalho.


Dia 23 de Maio

Tal como previsto neste dia tivemos a última tutoria, onde foi possível colocar todas as questões.
Para começar acertámos algumas datas de entrega, uma vez que estas haviam sido alteradas nomeadamente a da entrega do portefólio.
Falando especificamente do nosso trabalho, não apresentámos muitas dúvidas até porque este está bem encaminhado. Um dos temas que teremos de abordar do relatório e que foi sugerido pela docente relaciona-se com o reflectir sobre o papel dos alunos de Ciências da Educação no terreno da Formação de Adultos, o que faz todo o sentido tendo em conta o oco do nosso projecto.
No que toca à avaliação, conseguimos esclarecer que a auto-avaliação pode ser apresentada em texto ou em gráfico e os dados da entrevista final à coordenadora servirão para as conclusões.
Por fim, marcámos a apresentação final para a semana seguinte tendo de incluir nesta o que realizámos ao longo do semestre, justificar as categorias do questionário e mostrar já alguns dados da entrevista final.
Sendo esta a última tutoria fiquei mais segura em relação ao trabalho desenvolvido, até pela atitude da docente. Nas tutorias anteriores havia sempre muitos problemas para resolver e a docente tinha, na minha opinião, uma atitude um pouco desapegada em relação ao nosso projecto. Contudo, isso já não acontece e julgo que isso se deve ao facto de termos conseguido fazer frente às adversidades e fazer com que o nosso projecto corresse melhor do que o esperado.
Esta tutoria foi uma “lufada de ar fresco” e de ânimo para mim que sempre tive uma atitude mais desmotivada devido aos contratempos.
Palavras-chave: Componentes do relatório, avaliação, atitude diferente e motivação.



Dia 27 de Maio

Nessa aula decorreram as primeiras apresentações finais, sendo que a minha deu-se precisamente neste dia.
Além de ter assistido às restantes, vou focar-me principalmente na minha para fazer este diário. No geral, foi visível que os grupos conseguiram cumprir com os objectivos a que se tinham proposto e que o projecto culminou como o esperado. No entanto, alguns grupos que pareciam mais seguros no início acabaram por ter entraves mais tarde e o contrário também aconteceu. Projectos que apenas se definiram como tal muito tardiamente e de forma pouco delineada acabaram por erguer-se de forma sólida para surpresa de muita gente.
Um desses projectos foi o realizado pelo meu grupo pois apesar do início atribulado, o segundo semestre correu bastante melhor do que o primeiro e dentro das datas por nós planeadas. Consegui verificar isto pois enquanto nós já tínhamos realizado a entrevista final, havia grupos que inicialmente tinham tudo muito mas definido e que agora estava mais atrasado em relação a nós.
Uma dúvida que pareceu unânime aos grupos prende-se com a construção dos gráficos a apresentar no relatório. Foram muitos os erros que se viram durante os trabalhos e ficou a perceber-se claramente que esta não é uma tarefa para a qual estamos devidamente preparados. Falta uma pesquisa mais profunda relativa à construção de gráficos pois há falhas muito elementares que não podem ser cometidas estando nós no ensino superior.
Particularmente na minha apresentação, pensei que a docente fosse muito crítica em relação a esta mas isso não aconteceu, o que me deixei em parte admirada e também satisfeita. Parece que finalmente o trabalho que realizei faz sentido e isso notou-se pela atitude da docente e mesmo pela dos colegas que comentaram positivamente o trabalho. Vale a pena o esforço inicial para, o final, ter este feedback que reconhece e valoriza o nosso trabalho.
Palavras-chave: Balanço final, construção de gráficos e feedback.


Dia 06 de Maio

Esta foi a última aula desta unidade curricular e por isso concluímos as apresentações finais dos restantes grupos.
Uma vez mais o que sobressaiu dos diferentes grupos foi que por mais que tenhamos todas as etapas definidas há sempre imprevistos que podem acontecer que acabam por comprometer o nosso trabalho. Verifiquei novamente, com algum espanto, que os projectos que pareciam ser os mais consistentes e com “pernas para andar” podem ser neste momento uns dos que estão mais atrasados em relação aos outros. Há uma grande disparidade entre grupos, enquanto uns já terminaram o seu trabalho na instituição e realizaram a entrevista final, outros, por exemplo, encontram-se ainda a recolher dados para fazer o que será o projecto em si.
Independentemente destes desvios, considero que todos nós fizemos um bom projecto que, se não tiver grande impacto nas instituições, tem pelo menos para nós como alunos que estão a terminar uma licenciatura. Com certeza que estes problemas que advieram dos projectos só serviram para nos fazer crescer como pessoas e como futuros profissionais. Faz todo o sentido termos esta unidade curricular, com esta dimensão, no ano em que terminamos a primeira etapa do ensino superior e em que, supostamente, estamos preparados para o mercado de trabalho.

Palavras-chave: Apresentações finais, problemas, crescimento e preparação.