Reflexão Final

1.º Semestre


Chegado o fim do primeiro semestre acho necessário fazer uma reflexão final sobre todo o trabalho desenvolvido. Ao nível do projecto de intervenção um dos aspectos mais marcante foi os diversos contratempos que ocorreram durante o semestre e que condicionaram muito o nosso trabalho. A espera em relação ao projecto Entrelaços e ao Ser Comunidade fez que “perdêssemos tempo” precioso para desenvolver o trabalho e até mesmo o relatório. Por outro lado, o facto de não termos sido aceites em nenhum destes projectos desmotivou-nos muito e fez com que tivéssemos de adaptar toda a nossa estratégia e enveredar por outra área. Embora estas dificuldades tenham estado muito tempo presentes, penso que sempre mostrei uma atitude de preocupação e de trabalho para atingir todos os objectivos desta unidade curricular. Esta preocupação e empenho foi notória durante as aulas, as tutorias e até nos emails que enviei à docente para esta estar a par de tudo o que ia acontecendo e do próprio desenvolvimento do trabalho. Quanto ao relatório, este não foi feito ao longo do semestre devido à demora da resposta em relação à nossa integração num projecto. Tal pode ser um ponto negativo mas tenho a plena noção de que as componentes do relatório que conseguíamos realizar foram desenvolvidas dentro das datas definidas.
A nível do portefólio e das aulas tentei ser reflexiva tal como era pretendido pela docente mas penso que nem sempre o fiz da melhor maneira, isto é, terei de melhorar este aspecto no segundo semestre pois noto que nem sempre foi suficiente. Nas aulas tive sempre o cuidado de dizer à docente o que se ia passando em relação ao projecto, também como forma de ter mais apoio por parte da mesma. O portefólio foi sendo actualizado, quase sempre, à medida que as aulas e as visitas à Associação decorriam, para ser o mais fiel possível ao que se tinha realizado. Neste sentido, penso que a minha atitude em aula foi positiva uma vez que estive atenta e mostrei a preocupação de manter a docente actualizada e, relativamente ao portefólio, este encontra-se maioritariamente de acordo com o que era pretendido, havendo alguns aspectos que poderão ser melhorados.
No que toca à dinâmica das aulas gostaria de deixar uma sugestão que é haver menos apresentações durante o segundo semestre pois, embora sejam importantes, penso que o tempo de aula deveria ser para trabalhar mais no projecto em si e não tanto para apresentações de textos. Deste modo também conseguiríamos ter um apoio mais individualizado (por grupo) algo que em certos momentos deste semestre ficou, na minha opinião, a faltar.
Em suma, embora a fase inicial do projecto tenha sido atribulada penso que a nível de grupo mostrámos que temos capacidade de fazer frente às dificuldades com que nos deparamos, algo que é muito importante numa unidade curricular como esta. A nível individual dei o meu máximo para resolver todas as questões relacionadas directamente com a Raízes, tendo ficado a faltar uma maior reflexão e questionamento sobre as temáticas abordadas. Embora esteja integrada numa área totalmente diferente da que tinha escolhido inicialmente (Formação em vez de Intervenção Comunitária) acho que o projecto que estamos agora a idealizar fará todo o sentido nesta Associação e espero que não existam tantos entraves como até aqui, de maneira a que possamos mostrar aquilo de que somos capazes.



2.º Semestre

Tendo chegado a fase final de todo o trabalho realizado em SIP IV e V é crucial fazer um balanço sobre todas as etapas do mesmo. Terminei a reflexão do semestre passado dizendo que esperava que o trabalho do segundo semestre corresse sem percalços para, deste modo, o grupo demonstrar aquilo de que éramos capazes. Faço esta reflexão à volta, precisamente, desta questão.
Ao nível do projecto de intervenção, ao contrário do que se passou no primeiro semestre, os contratempos deixaram de ser um aspecto marcante e as várias etapas decorreram como planeado. Conseguimos resolver os problemas da fase de diagnóstico do projecto e delinear um projecto de acordo com as necessidades da associação. As diversas fases deste projecto decorreram, na generalidade, nas datas previstas e o grupo demonstrou sempre uma atitude de empenho e dedicação em todas elas. Sem dúvida que a motivação foi muito superior neste semestre pois embora não estivéssemos a trabalhar na área pretendida, acabámos por “abraçar” este novo projecto como se fosse o primeiro.
Embora o trabalho neste semestre estivesse mais encaminhado demonstrei sempre uma atitude de preocupação em atingir os objectivos e em manter a docente a par do desenvolvimento do trabalho, quer nas aulas, nas tutorias e até mesmo pelo email. De facto, aquele que eu considerava o pior projecto de todos (devido à indefinição do projecto de intervenção) acabou por revelar-se uma surpresa quando, no segundo semestre, conseguimos fazer dele um projecto sólido, que respeitou todas as datas definidas e que cumpriu com os objectivos a que se propôs tendo assim ultrapassado muitas das dificuldades iniciais.
No que diz respeito ao relatório, por ser um número limitado de páginas acabou por dificultar-nos a tarefa de seleccionar a informação mais pertinente. Contudo, este é um exercício que nos faz ganhar competências de síntese que são muito importantes para a nossa vida profissional e mesmo pessoal. Mesmo com este número limitado, todas as componentes definidas estão presentes no relatório de forma lógica e coesa. Uma das dificuldades que senti na construção deste foi, por vezes, a reflexão de temas sugeridos pela docente e que para mim não tinham surgido até então. Pelo facto de serem impostos acaba por ser mais difícil abordar os mesmos, contudo dei o meu melhor para reflectir sobre os temas inerentes ao projecto de intervenção.
Quanto ao portefólio percebi que tinha sido pouco reflexiva no semestre passado e, por esta razão, os meus esforços foram no sentido de ser menos descritiva nos diários de campo e reflectir, separadamente, sobre alguns temas que tinham sido abordados nas aulas. Este aspecto foi, a meu ver, bastante melhorado comparativamente ao semestre anterior. No entanto, penso que poderia fazer um trabalho ainda mais profundo de reflexão. Isto não terá acontecido sempre pois neste semestre, com a acumulação de trabalhos, muitas vezes estava desmotivada e desconcentrada para fazer este tipo de reflexão. Pelo carácter obrigatório do portefólio havia dias em que apenas descrevia o que tinha feito pois tinha de o fazer, não porque me tinha surgido algo para reflectir. Este é um ponto que considero negativo, fazer algo porque se tem de fazer não leva a reflexão alguma e foi isto que notei este semestre. Tinha, por vezes, de me obrigar a para e pensar sobre os temas, o que nem sempre era fácil. Ainda assim, em relação ao primeiro semestre o portefólio encontra-se mais completo e reflexivo embora houvesse ainda algum trabalho a desenvolver.
Em relação às aulas demonstrei uma atitude de assiduidade e de interesse ao longo de todo o semestre. Fui mantendo a docente informada do desenrolar do trabalho, pedindo o seu auxílio sempre que necessário. Tentei participar mais nos debates em aula e nas apresentações mantive sempre uma postura correcta e atenta aos comentários da docente e dos colegas que poderiam servir para melhorar o trabalho em algum aspecto.
Por fim, quanto à dinâmica das aulas não posso deixar de referir que as apresentações deste semestre forem mais úteis para mim em termos futuros do que as do semestre anterior. Este tinha sido um aspecto que tinha criticado por achar que as apresentações ocupavam tempo que podia ser utilizado para a realização do projecto mas as deste semestre, por terem um cariz diferente, forem uma mais-valia. Era esta componente de mostrar alguns dos possíveis caminhos para depois da licenciatura que sempre me faltou nos Seminários de Integração Profissional e que só agora ganhou relevo.
Em suma, este semestre serviu acima de tudo para mostrar que éramos capazes de fazer mais e melhor neste tipo de trabalhos. Penso que consegui mostrar isso, tanto que a postura da docente modificou-se neste semestre, mostrando que acreditava mais nas nossas capacidades e no nosso projecto. Este projecto que nasceu de forma imprevista e apressada acabou por se transformar em algo real que veio ajudar a Raízes a promover o seu departamento de Formação. Consegui com este ter experiência numa área em que poderei vir a trabalhar, o que me fez desenvolver competências que até então não detinha. Se um dos objectivos era mostrar que embora todos os percalços conseguia fazer mais e melhor, a meu ver este foi completamente alcançado. Este semestre serviu como prova que com esforço, trabalho e empenho tudo se consegue, algo que vou levar comigo para toda a minha vida.