Outras Reflexões

As adversidades

Tendo em conta que o início do meu trabalho foi um pouco atribulado, decidi colocar este artigo que encontrei num site que costumo acompanhar. Fala precisamente do que são adversidades e de como podemos lidar com as mesmas. Passo então a apresentar o artigo:

“COMO MANTER-SE OTIMISTA PERANTE A ADVERSIDADE?
A adversidade é uma condição da vida. Todos nós, em diferentes níveis e em diferentes situações lidamos com a adversidade (…) Todas as pessoas têm dificuldades para superar e problemas para resolver num determinado momento ou período da sua vida. Nunca sabemos quando um evento inesperado vai acontecer. E, sobretudo quando esses momentos ruins ocorrem, pode ser difícil mantermo-nos otimistas.

ENTENDER A ADVERSIDADE
Quando as dificuldades acontecem, num primeiro momento podemos ter um impulso para pensar de forma negativa, até aqui tudo bem. No entanto, à medida que os dias vão passando e as dificuldades não diminuem, o pessimismo pode começar a assombrar-nos a vida. (…) Perante este cenário o que pode ser feito?
Uma estratégia bastante benéfica é olhar para a natureza da adversidade e tentar entendê-la. Como referi anteriormente, todos nós temos obstáculos e problemas que nos desafiam e necessitam de ser superados. (…) É uma parte inevitável da vida que nos acontece inesperadamente e que é vantajoso saber aceitar. (…)
Quando você aprender a aceitar a adversidade como uma parte natural da vida, você começa a trabalhar melhor com as adversidades que possam surgir, impedindo que o pensamento pessimista se instale e consequentemente fica melhor preparado para lidar com a situação problemática. Podemos considerar o processo de aceitação como o primeiro passo a ser dado para que consiga manter-se otimista. No entanto, é necessário que o processo seja reforçado com outras estratégias que irão promover o seu pensamento otimista.”

Tal como indica no artigo, por norma não estamos preparados para enfrentar as adversidades e daí que as vejamos primeiramente como algo negativo. Foi precisamente isto que me aconteceu quando iniciei o projecto na Raízes. Perante todas as adversidades cheguei mesmo a pensar que não conseguiria construir o projecto e até mesmo que iria chumbar.
Quando aceitei, numa primeira fase, todas as adversidades consegui reagir e canalizar os meus pensamentos para a realização do trabalho. Foi imprescindível dar este passo para conseguir lidar com o problema da melhor forma e começar a ser mais optimista em relação ao mesmo.
Se há um ensinamento que retiro deste projecto é que advertências vão aparecer em qualquer momento da minha vida, o importante é construir métodos para lidar com as mesmas, tornando-as algo menos negativo e mais fácil de lidar.

Fonte de informação: Miguel Lucas em Psicologia Positiva (http://www.escolapsicologia.com/como-manter-se-otimista-perante-a-adversidade/)



PORDATA

A ideia de construir a PORDATA surge nos anos 90, com base em dois projectos coordenados por António Barreto (A Situação Social em Portugal: 1960-1995 e A Situação Social em Portugal: 1960-1999). Nesta década foram reunidos diversas séries estatísticas sobre a sociedade portuguesa nas seguintes áreas: População; Saúde; Educação; Emprego e Condições de Trabalho; Produto, Rendimentos e Níveis de Vida; Habitação; Conforto e Bem-Estar; Segurança Social; Cultura; Justiça; Contas Nacionais e Função Social do Estado; Empresas e Trabalhadores. Estas duas obras, publicadas em livro, tiveram uma receptividade acima do esperado.
O interesse pela estatística tem vindo a aumentar, bem como a difusão de dados, daí a preocupação da PORDATA em disponibilizar informação credível que seja de fácil acesso para todo o tipo de público. Os seus dados estão disponíveis em três fases principais, sendo Portugal, a Europa e os Municípios portugueses. Dentro destas fases existem vários temas, subtemas e séries de dados estatísticos.
A consulta deste site deve ser uma prática no nosso dia-a-dia como cidadãos e como profissionais das Ciências da Educação. Podemos aqui encontrar dados úteis para as nossas investigações e trabalhos, que nos dão a conhecer não só a realidade portuguesa mas também a europeia.

Fonte de informação: http://www.pordata.pt/Sobre+a+Pordata




A escola como promotora de desigualdades

Numa das aulas deste semestre falámos de como a escola e as próprias tecnologias podem servir como motor de desigualdades devido à análise de uma tese que pretendia perceber se a utilização do computador Magalhães era feita de forma criativa. Posto isto, achei pertinente fazer uma reflexão acerca desta temática e abordar também a questão dos trabalhos de casa, tema abordado também na unidade curricular de Teoria da Educação.
Em primeiro lugar devemos ter presente que ter direito à educação não é exactamente o mesmo que ter direito à escola, uma vez que o primeiro pressupõe uma educação de qualidade. Esta educação de qualidade deve centrar-se exclusivamente na criança mas deve conceder-lhe tempo para gozar de outros direitos, como o direito ao jogo ou ao repouso.
Tendo em conta o que foi dito, a escola deve então promover a igualdade entre todos os alunos independentemente de serem quem são. No entanto, será que não persistem práticas nos dias de hoje que promovem a desigualdades entre estes? Claro que sim, e há quem considere que os trabalhos de casa são um bom exemplo disso. Começam por sobrecarregar as crianças com trabalho e isso faz sobressaltar a questão da legitimidade da escola em ser excessiva em relação aos trabalhos das crianças. Faz-se esta questão pois vários estudos já provaram que este excesso não traz melhores resultados para as crianças.
Por outro lado, há inúmeros casos de crianças que não têm apoio dos pais ou familiares em casa para realizar os trabalhos, enquanto outros têm até a possibilidade de frequentar centros de explicações. Haverá exemplo mais claro do que este sobre a questão da desigualdade?
Nos casos em que há apoio de alguém pode, no entanto, faltar os materiais para a concretização dos trabalhos. Entre estes materiais podemos falar precisamente das tecnologias pois embora os computadores Magalhães tenham sido dados aos alunos, há terras onde não há, por exemplo, acesso à Internet. Logo aqui encontramos outra forma de promover a desigualdade, têm computadores mas a utilização que fazem dos mesmos não é igual para todos.
Voltando à questão dos trabalhos de casa, é importante referir que em casos extremos estes podem conduzir a situações de violência em casa. Nos casos em que os filhos erram nos trabalhos, há pais que decidem castigá-los e chegam até a ter atitudes de violência para com estes. Consequentemente, os alunos que sofrem deste tipo de agressão terão ainda mais dificuldade em fazer os trabalhos e mesmo em pedir ajuda com receio que sejam agredidos.
Concluindo, existem de facto práticas da escola que promovem as desigualdades entre os alunos. Apresentei apenas duas delas – trabalhos de casa e tecnologias – mas podia ter optado por muitas outras. Os debates que têm acontecido à volta dos trabalhos para casa fazem todo o sentido pois estas questões têm, efectivamente, de ser discutidas. Espero que todos os indivíduos comecem a ter esta noção, especialmente os que são pais e aqueles que estão ligados à educação.

Fonte de informação: Documento de Trabalho – Teoria da Educação (A. Reis Monteiro)



Psicologia Positiva

Sendo a Psicologia Positiva um tema tão falado na aula e que já tinha ouvido falar noutros contextos, considerei pertinente pesquisar um artigo que esclarecesse aquilo em que esta se foca. Assim sendo, deixo este artigo escrito uma vez mais por Miguel Lucas:

“COMO IMPLEMENTAR O PENSAMENTO POSITIVO NA SUA VIDA?
O termo “pensamento positivo” tem vindo a vulgarizar-se, talvez até ao ponto de ser banalizado e consequentemente desvalorizado, e sem o proveito que potencialmente tem quando aplicado corretamente à vida de cada um de nós. (…)
Não pretendo passar a ideia de que o pensamento positivo não deve ser mencionado, ou que não é útil para a melhoria de muitas dificuldades e incapacidades. Pelo contrário. A mensagem que quero transmitir e vincar, é que para melhorar uma determinada condição que nos incapacita, ou que nos impede de alcançarmos o que desejamos ou precisamos, não se resume a pensar que queremos melhorar algo, que se é capaz, ou dizer que tudo irá dar certo ou correr bem. Isso não passa de um desejo que se verbaliza, não que isto seja negativo. Negativo não é, mas pode ser vazio de eficácia. Muito mais será necessário fazer para dizermos que pensar positivo é promotor de soluções que nos servem.

O PENSAMENTO POSITIVO ESTÁ PARA ALÉM DE APENAS PENSAR POSITIVO
O Pensamento positivo envolve muito mais do que decidir mudar a sua forma de pensar, implementando simplesmente formas de pensar positivamente, alegres ou com boa disposição. Obviamente, alterar a maneira de você pensar acerca de si mesmo e do mundo ao seu redor é uma tarefa exigente. Antes de podermos propor-nos a pensar de forma positiva, existe um fator que tem de ser dado como garantido, que é assumir e levar em consideração que a forma como pensamos acerca de nós mesmos e do mundo altera drasticamente as nossas vidas e a maneira como olhamos o mundo.
Tanto a nossa felicidade como o nosso sucesso, dependem da nossa capacidade de pensar positivamente e criar situações positivas. No entanto, a caminhada para uma atitude positiva e pensamento positivo pode ser um caminho que necessita muito do seu querer, motivação, esforço consciente e implementação de estratégias que suportem a sua decisão. A conquista do nosso bem estar por vezes passa por conseguirmos elevar-nos, distanciar-nos e estruturarmos uma solução mesmo perante a adversidade, dificuldades, dor emocional, ou retrocessos na vida. (...)
Da perspetiva da psicologia positiva, o pensamento positivo, está suportado por muito mais fatores do que apenas pensar positivo através de umas quantas afirmações positivas ou de capacidade. Sem dúvida, que na base e orientação da construção de uma estrutura mental positiva, está um diálogo interno construtivo virado para aquilo que pretendemos que aconteça. Mas, provavelmente a estratégia que mais importa implementar e solidificar, é a estruturação de uma sequência de ações que apoiadas por um raciocínio lógico e flexível, irão expressar as forças, valores, objetivos e crenças adaptativas da pessoa ou grupo de pessoas. (…) Aquilo em que cada um de nós se foca, influencia em larga escala a estruturação do pensamento e consequente utilização dos recursos mentais disponíveis, não para fugir à realidade, mas para criá-la.”

Como é perceptível, o tema do pensamento positivo tem sido muito falado e, por isso, um pouco desvalorizado. Percebemos claramente com o artigo que não basta que os sujeitos digam algumas palavras conotadas mais positivamente para terem pensamento positivo. É necessário mudar o próprio diálogo interno, concentrando-o naquilo que se pretende alcançar, e ter atitudes baseadas no raciocínio lógico e flexível que se traduzam em força da própria pessoa.
Este é um tema que devia, efectivamente, ser estudado por todos nós pois não deve ser encarado de forma leviana porque dessa forma não conseguiremos obter resultados. Para quem está em Ciências da Educação este pode tornar-se um tema ainda mais interessantes pois como ouvi uma vez “as Ciências da Educação servem para resolver problemas” e se adoptarmos este pensamento positivo mais facilmente conseguiremos encontrar as soluções e levar os outros sujeitos a pensarem positivamente em relação aos seus problemas.

Fonte de informação: Miguel Lucas em Psicologia Positiva (http://www.escolapsicologia.com/como-implementar-o-pensamento-positivo-na-sua-vida/)


Competência: trabalhar em equipa

Quando nos questionam acerca das competências adquiridas ao longo do curso é unânime respondermos o trabalhar em grupo ou equipa. Com a quantidade de trabalhos realizados desta forma durante a licenciatura, julgamos que esta é uma capacidade totalmente desenvolvida.
Todavia, no momento em que nos integramos numa instituição para realizar um trabalho como é o caso do realizado em SIP surgem, quase sempre problemas. O diálogo com a coordenadora que é sempre uma tarefa difícil, a marcação de horas que não se consegue acertar ou o não chegar a um acordo para resolver uma certa questão são experiências muitas vezes contadas. Neste semestre verificou-se este tipo de situações em diferentes grupos e em repetidas vezes.
Coloco então a questão: será que estamos assim tão bem preparados para trabalhar em equipa? Se dizemos que estamos tão bem preparados para trabalhar em equipa por que surgem estes problemas? Encontrar respostas para estas questões não é fácil mas penso que nós estamos preparados, acima de tudo, para trabalharmos com o nosso grupo da faculdade e não tanto com pessoas externas a este meio.
Com o nosso grupo de trabalho sabemos com quem lidamos, como poderemos resolver os problemas entre nós e até o que esperar dos outros, algo que não acontece nas instituições. Contudo, não acho que isto se deva a uma má preparação dada pela licenciatura. Pelo contrário, ao proporcionar-nos experiências que envolvem pessoas com quem não estamos habituados a trabalhar, está-nos a preparar para aquilo que será o mercado de trabalho.
Quando estivermos empregados vão, com certeza, surgir este tipo de conflitos pois as pessoas não são iguais e o conflito é algo natural nas organizações. A experiência que adquirimos no presente será para todos nós muito útil no futuro, na medida em que as ferramentas que foram criadas agora para lidar com estas situações serão transportadas para a realidade no futuro.
Quanto a isto, esta unidade curricular é das que mais contribui para nos munirmos de armas para a entrada no mundo do trabalho, daí o nome Seminário de Integração Profissional.



Competências adquiridas: onde as aplicamos?

Ao longo da licenciatura fomos adquirindo e desenvolvendo diferentes competências. Fazendo um balanço das mesmas penso que as mais importantes foram o trabalho em grupo, o ser crítica com a realidade e o saber resolver problemas que posso vir a deparar-me num emprego.
Ao questionar-me onde as poderei aplicar o que me ocorre em primeiro lugar é, naturalmente, num emprego. Neste caso poderei utilizar todas as ferramentas desenvolvidas por trabalhar em grupo, nomeadamente a gestão de conflitos ou a comunicação e relação entre pares.
No que toca ao ser crítica com a realidade, esta é uma competência que já utilizo no meu dia-a-dia. Quando abordo algum tema, seja ele qual for, tento sempre perceber o que está por detrás disso e não ficar apenas pela superfície. A realidade nem sempre é como a apresentam, por isso é crucial habituarmo-nos a ir mais além e perceber verdadeiramente o que acontece. Ser críticos é algo que cada vez temos de ser mais numa sociedade com os mais diversos problemas.
Outra competência relaciona-se com a capacidade de síntese que fui adquirindo com os trabalhos e que a utilizo agora até a nível pessoal. Para falar de um assunto ou escrever sobre ele era por vezes difícil focar-me apenas naquilo que era importante. Agora isto já não acontece, aprendi a referir apenas aquilo que é importante e um dos exercícios que me ajudou neste aspecto foi precisamente a redacção do relatório de SIP.
Seja na vida pessoal ou profissional há competências que vou utilizar e que só as adquiri através da licenciatura. Esta serviu realmente para abrir portas a mais profundo e melhor conhecimento. Sem esta, a minha visão do mundo era muito mais limitada.