Diários de Campo

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Dia 29 de Setembro


Neste dia fizemos o primeiro contacto com a Instituição Raízes através do contacto de email geral, bem como, o da direcção da Associação. Neste email começámos por nos identificar e dizer o que nos tinha sido proposto na cadeira de SIP IV, explicando pormenorizadamente o que queríamos desenvolver no terreno (conhecimento do trabalho da Associação, intervenção num dos projectos, duração, etc.).

Dia 02 de Outubro

Como não obtivemos qualquer resposta ao primeiro email, reenviámos o primeiro email para o contacto da Formação da Associação com o intuito (e até esperança) que deste modo conseguíssemos uma resposta por parte de algum membro da Raízes.


Dia 04 de Outubro

Neste dia, e devido ao facto de não termos obtido qualquer resposta por parte dos contactos anteriores, decidimos que seria necessário deslocarmo-nos à Instituição. Posto isto, a colega Ana Bernardo foi à Instituição onde falou pessoalmente com a Coordenadora do Departamento de Formação e Gestão. Esta mostrou-se desde logo disponível para nos receber, tendo explicado que os projectos em que gostaríamos de nos inserir poderiam ou não continuar e que só teriam uma resposta definitiva no final de Novembro por parte do Programa Escolhas. A Coordenadora disse ainda que no prazo máximo de uma semana teríamos a confirmação acerca da nossa integração na Associação e que caso nenhum projecto fosse aceite poderíamos encontrar outra alternativa dentro da própria Raízes.

Dia 12 de Outubro

Uma vez que a continuidade dos projectos da Raízes dependiam então do Programa Escolhas decidimos contactar via email um elemento deste Programa para tentarmos saber se algum dos projectos escolhidos por nós (Ser Comunidade e Entrelaços, tu és capaz!) teria continuidade em 2013 ou até mesmo se existiria outro projecto que já tivessem certeza da sua continuidade. Este email serviria, acima de tudo, para nos dar uma resposta mais rápida quanto à questão da continuidade dos projectos e para nos tranquilizar quanto à viabilidade do nosso trabalho nesta Associação.

Dia 15 de Outubro

Neste dia recebemos a resposta por parte do colaborador do Programa Escolhas, sendo que nos foi dito que teríamos de aguardar até ao final de Novembro para ter uma resposta definitiva. Esta resposta não foi, para mim, nada animadora pois precisávamos de uma resposta mais concreta que nos concedesse alguma segurança em relação à escolha da instituição que tínhamos feito.

Dia 17 de Outubro

Para confirmarmos a nossa integração na Raízes voltámos a enviar neste dia um email à Coordenadora, onde referimos que gostaríamos de começar a caracterizar a Associação e o seu trabalho. Para isto seria necessário realizar uma entrevista, sendo que para isto solicitámos a colaboração da mesma. Neste mesmo dia a Coordenadora respondeu ao nosso email, pedindo que enviássemos os nossos Curriculum Vitae e a descrição oficial sobre o nosso trabalho e também sobre o curso para apresentar à Direcção da Associação. Além disto disponibilizou-se para participar na entrevista e propôs ainda dois dias em que poderíamos realizar a mesma.

Dia 18 de Outubro

Na sequência do email do dia 17, enviámos a descrição oficial acerca do nosso trabalho para a Coordenadora e referimos quais os dias em que nos seria possível realizar a entrevista, visto que nos dias que nos tinham sido indicados não nos seria possível comparecer.

Dia 22 de Outubro

Para remarcar a entrevista a Coordenadora enviou-nos um email a agendar para o dia seguinte à tarde ou para dia 29 de manhã caso não conseguíssemos comparecer na primeira data. Respondemos a este email no mesmo dia dizendo que para dia 23 não seria possível para nós e assim ficaria para dia 29 às 10.30h, caso fosse possível para a Coordenadora.

Dia 23 de Outubro

Neste dia recebemos a confirmação por parte de Coordenadora quanto ao dia e à hora da entrevista.

Dia 25 de Outubro

Com o intuito de sabermos se a entrevista podia ser gravada em formato áudio contactámos neste dia a Coordenadora para saber se esta nos permitiria a gravação e também para confirmar as horas da entrevista. Obtivemos resposta neste mesmo dia por parte da Coordenadora a confirmar a hora e o local da entrevista e alertando que não seria possível conhecermos as restantes equipas de trabalho. Respondemos rapidamente, via email, dizendo que não havia qualquer problema em não conhecer a restante equipa pois o mais importante era recolher informações através da entrevista.

Dia 29 de Outubro

Neste dia deslocámo-nos à Sede da Associação para realizarmos a entrevista com a Coordenadora do Departamento de Formação e Gestão, sendo a minha primeira vez em contacto directo com o campo. Tendo chegado às 10.15h tivemos oportunidade de conhecer todas as instalações da Associação, sendo que este espaço é dividido com outras entidades (muitas delas trabalhadores particulares) e que é alugado por um preço abaixo do pedido aos restantes arrendatários. Nesta mesma sede funciona o Centro de Apoio aos Estudos e o Centro de Formação, sendo que o primeiro a meu ver reúne as condições necessárias para desenvolver a sua actividade uma vez que está equipa com os materiais necessários (cadeiras, mesas, quadros, livros) e tem um ambiente propício para que sejam criados hábitos de estudo.
A entrevista tinha como objectivo perceber essencialmente a origem da Associação, os projectos que desenvolvem, a constituição da equipa de trabalho, o sistema de financiamento, as parcerias, os pontes fortes e fracos e os projectos futuros. Desta entrevista gostaria de referir que um dos aspectos que mais me alertou foi o facto de a Associação ser relativamente recente e já ter um número considerável de projectos activos, a capacidade que os colaboradores têm de criar novas fontes de geração de receitas (criação de micro-negócios) para colmatar as dificuldades do financiamento e também o facto de intervirem com os jovens mais problemáticos das localidades que muitas vezes não são acompanhados por outras instituições.
A nível pessoal esta entrevista ajudou-me a aperfeiçoar ainda mais esta técnica pois é apenas com a experiência que vamos melhorando a técnica da entrevista. Quanto ao espaço físico achei curioso esta partilha de espaços com outras pessoas de áreas completamente diferentes, conceito este que se está a difundir cada vez mais em Portugal.

Dia 08 de Novembro

Para continuarmos a desenvolver o trabalho no terreno, até obtermos a resposta sobre a continuação dos projectos, enviámos um email à Coordenadora para saber se seria possível observar uma actividade do Centro de Estudos ou do Departamento de Formação da Associação durante a semana de 12 a 16 de Novembro. Para além disto perguntámos ainda se seria possível conhecer o espaço em que decorre o projecto Entrelaços para, caso este seja aceite, adiantarmos algum trabalho. Neste mesmo dia a Coordenadora respondeu dizendo que era mais adequado observar uma sessão da formação que está a decorrer (Formação de Formadores), nomeadamente a de dia 16 às 19h. Quanto à vista ao Entrelaços esta disse que antes do final de Novembro não seria possível ir às instalações.

Dia 15 de Novembro

Para confirmar a nossa presença no curso de formação, enviámos um email neste dia para a Coordenadora, referindo que iríamos chegar antes da hora de começo.

Dia 16 de Novembro

Neste dia deslocámo-nos novamente à Raízes para nos integrarmos numa sessão do Curso de Formação de Formadores, mais especificamente na Formação Pedagógica Inicial de Formadores, com o intuito de nos envolvermos directamente numa das actividades desenvolvidas pela Associação.
Chegámos por volta das 18.30h e foi-nos permitido ver o Centro de Estudos em funcionamento, sem termos no entanto qualquer contacto com os sujeitos que ali se encontravam. Consegui perceber que o grande objectivo deste é criar hábitos de estudos juntos dos jovens, estando por isso uma psicóloga e uma voluntaria a trabalhar com dois grupos diferentes (um com uma aluna do primeiro ciclo e outro com três alunas do terceiro ciclo).
A Formação teve início às 19.20h (com 20 minutos de atraso) e terminou às 20.40h, quando fizeram um pequeno intervalo. O ambiente descontraído foi uma das características desta Formação que mais curiosidade me despertou, pois ia com a ideia de que iria assistir a uma sessão muito formal em que os sujeitos praticamente não interviam e tal não se verificou. Pelo contrário, a formadora permitia, e até motivava, que todos falassem sobre o tema e que houvesse assim uma maior partilha e interacção entre todos. Outro aspecto interessante foi uma técnica utilizada pela formadora para fazer a sua apresentação, que eu nunca tinha visto mas que faz todo o sentido, que passava por desligar sempre o retroprojector depois de cada tópico do slide, como forma de ter toda a atenção dos formandos durante a sua explicação. Esta experiência fez-me pensar sobretudo nas cadeiras de Formação de Professores e de Modelos de Formação pois fez-me ver que as formações não são, tal como muitas vezes se pensa, sinónimo de obrigação e de desinteresse por parte de quem frequenta estas formações.

Dia 29 de Novembro

Com o intuito de sabermos, o mais depressa possível, a resposta em relação à continuidade dos projectos em que gostaríamos de nos inserir enviámos um email à Coordenadora do Departamento de Formação e Gestão. Além disto, referimos ainda que caso algum fosse aceite gostaríamos de entrar directamente em contacto com a respectiva equipa de trabalho e assim avançarmos com o trabalho.

Dia 04 de Dezembro
Como até à data não tínhamos qualquer resposta em relação aos projectos enviámos novamente um email à Coordenadora do Departamento de Formação e Gestão. Aproveitámos ainda para pedir o enquadramento legal da Associação.

Dia 05 de Dezembro

Neste dia obtivemos resposta ao mail anterior mas esta não foi positiva pois a Coordenadora disse que em Dezembro nenhum dos projectos nos poderia receber. Poderíamos apenas integrar-nos numa escola que é parceira do projecto Entrelaços. Ainda neste dia voltamos a responder relembrando que neste mês teríamos já de conhecer o espaço e a equipa de trabalho com quem vamos trabalhar e intervir no próximo semestre. Tentámos ainda no email marcar uma entrevista com alguém do projecto, reforçando a ideia de que seria importante conhecer o espaço e a equipa de trabalho. Mais tarde recebemos a resposta ao ultimo email, onde nos foram fornecidos os contactos das coordenadoras dos dois projectos para que falássemos directamente com elas, tendo ainda a Coordenadora nos alertado para o facto de não haver espaço físico para nos receber às duas.



Dia 10 de Dezembro

Após contactarmos via telefone a Coordenadora do projecto Entrelaços e de esta nos dizer para contactarmos a escola que lhes é parceira, enviámos neste dia um email à escola onde explicámos qual o intuito e a duração do nosso trabalho e que vínhamos da parte do Entrelaços. Além disto enviámos ainda o contacto da docente e a formalização do nosso pedido através da carta disponibilizada pelo Instituto de Educação.

Dia 13 de Dezembro

Uma vez que até este dia não obtivemos qualquer resposta por parte da escola decidimos contactar via telefone um dos elementos do Conselho Executivo, bem como a coordenadora do Entrelaços. Da parte da escola foi impossível falar com alguém e com a coordenadora, embora tenhamos falado com ela, não obtivemos qualquer resposta definitiva da parte da mesma em relação à nossa integração no projecto e na própria escola.
Posto isto, tal como já tínhamos agendado fomos realizar uma entrevista à Coordenadora do Departamento de Formação para que ficássemos a conhecer melhor este departamento, uma vez que é com este que iremos trabalhar (devido à falta de resposta por parte do projecto Entrelaços). Chegámos à Associação às 12.15h tendo-nos recebido a própria Coordenadora. Começámos a entrevista na sala do Centro de Apoio ao Estudo, estando também presente uma estagiária. Esta teve a duração de 14 minutos e 49 segundos, sendo possível depreender que a sua principal dificuldade deve-se à falta de recursos humanos, ao diminuto investimento nas formações e também ao pouco financiamento. Por outro lado, há potencialidades que não estão a ser aproveitadas como é exemplo a sala de informática e a própria sala de formação, que tem as condições necessárias mas que está muitas vezes sem ser ocupada. Após a entrevista conversámos um pouco sobre aquilo que poderíamos vir a fazer, tendo surgido algumas ideias interessantes como uma parceira com o Instituto de Educação ou o planeamento de uma acção de formação. Terminada a conversa saímos da Raízes às 13.15h.
Esta entrevista deixou-me um pouco mais tranquilizada pois conseguimos encontrar uma segunda hipótese para desenvolver o nosso projecto de intervenção e também pelo apoio e preocupação que foi demonstrado pela entrevistada em relação ao nosso trabalho. Embora não seja a área que tinha idealizado realizar o projecto penso que será possível fazer algo interessante dentro desta nova área.

Dia 20 de Dezembro

Neste dia após a aula tivemos ainda uma sessão de tutoria com a docente. Esta serviu acima de tudo para, primeiramente, explicarmos o que se tinha sucedido em relação ao projecto Entrelaços, e posteriormente para discutir o projecto em si. Nesta sessão ficou decidido que poderíamos fazer a parceria com o Instituto de Educação mas que isso não poderia ser o projecto em si mas si uma componente do mesmo. A docente aconselhou que nos integrássemos e trabalhássemos numa formação já existente (por exemplo a referente à Violência no namoro e Violência no namoro), para ser mais fácil realizar o nosso projecto. Acima de tudo iríamos perceber junto dos destinatários o que esperavam dessa formação e, depois da formação, se a formação tinha correspondido às espectativas. Embora não fosse aquilo que eu inicialmente tinha idealizado, esta ideia pareceu-me adequada e, pelo menos, exequível e interessante do ponto de vista da intervenção.
Depois desta conversa deslocámo-nos à Raízes para saber se era possível enveredar pela acção de formação sobre a violência. A Coordenadora do Departamento de Formação recebeu-nos e, com uma conversa informal, explicou-nos que esta formação ainda não estava bem delineada para nos dar já uma certeza quanto à nossa integração, isto é, embora tenham o financiamento para a fazer ainda não escolheram quem será o formador e até mesmo os destinatários ainda não sabem quem são. Seria de facto arriscado esperarmos por uma resposta definitiva pois não podemos atrasar novamente o nosso trabalho. Nesta conversa surgiu a ideia de fazermos um levantamento de necessidades aos colaboradores do departamento de Formação, para perceber algumas das dificuldades sentidas pelos mesmos durante as formações que pudessem ser colmatadas com acções de formação. Na fase seguinte teríamos de focar-nos numa temática e construir o plano de formação. Este seria implementado junto de todos os colaboradores e, se possível, iríamos avaliar o impacto desta mesma formação. Além disto, caso ainda tenhamos tempo a Coordenadora deixaria que fizéssemos algum tipo de avaliação do impacto da formação sobre Violência.
Faço um balanço positivo deste dia pois conseguimos encontrar um fio condutor para o nosso trabalho mas de maneira mais concreta, algo que faltava até então. Penso que tanto da parte da docente como da Coordenadora teremos o apoio para implementar este novo projecto, o que é algo imprescindível depois de uma fase inicial tão atribulada.


2.º Semestre


Dia 06 de Fevereiro


Depois de terminado o primeiro semestre onde foi elaborado o projecto de intervenção, foi necessário voltar à Instituição para explicar pormenorizadamente à Coordenadora o que havíamos definido. Assim sendo, neste dia agendámos para as 15 horas uma reunião onde começámos por dizer que o nosso projecto iria culminar na construção do plano de formação para o presente ano. Ao referirmos o público-alvo – os colaboradores dos projectos – foi-nos aconselhado abranger também os formandos que já tinham passado pela Raízes.

Ao reflectir sobre este alargamento do público-alvo penso que traz-nos duas vantagens: ter uma maior rede de contactos para este trabalho e conseguir com que os colaboradores frequentem a formação sem ter qualquer custo monetário (apenas os formandos terão de pagar). Além disto, a Coordenadora forneceu-nos um questionário que já havia sido aplicado, onde tentava fazer um levantamento de necessidades em relação à formação, que teria de ser reformulado.
A reunião acabou pelas 16 horas e fez com que ficasse um pouco mais tranquilizada pois não houve nenhum entrave em relação ao nosso projecto. Em relação ao questionário denotei desde logo que este não estava totalmente bem construído pois faltavam algumas partes básicas, tal como aprendi em Estatística e Investigação em Educação.




Dia 27 de Fevereiro

Este dia foi o primeiro em que tivemos presentes mais horas na Instituição (10h-17.30h) e por isso a experiência foi relativamente diferente. Enquanto nas deslocações anteriores apenas tínhamos tido reuniões com a Coordenadora, desta vez estivemos na Instituição como parte integrante da mesma. Trabalhámos num dos gabinetes e pudemos aceder a diversos ficheiros com informações acerca dos formandos e colaboradores que serviu de base para fazer a “base de dados” sobre o público-alvo.
Se por um lado conseguimos trabalhar autonomamente sem ninguém a interferir no nosso trabalho, por outro penso que fica a faltar a interacção entre nós e eles (trabalhadores da Instituição). De certa forma, algum do trabalho que vai ser realizado na Instituição podia também ser feito na faculdade ou até em casa. Ao contrário de quem está inserido em instituições com crianças, a interacção que se desenvolve é muito diminuta e isto é algo que pessoalmente não queria que acontecesse.



Dia 06 de Março

Uma vez mais permanecemos na instituição entre as 10 e as 17.30 horas. Nesta semana o trabalho baseou-se sobretudo na construção dos gráficos relativos aos dados recolhidos sobre os formandos e colaboradores.
Uma vez mais este trabalho foi feito apenas pelo grupo e por isso foi necessário transportar os conhecimentos da licenciatura para a tarefa. De facto ao escolhermos o público-alvo é necessário caracterizá-lo pois essa é a base para se desenvolver todo o trabalho posterior, algo que é ensinado desde cedo aos alunos de Ciências da Educação.
A apresentação sobre o planeamento e a avaliação do projecto foi também ela realizada neste dia uma vez que dispúnhamos de tempo para o fazer.
Deste dia tiro duas ideias: todo o conhecimento tirado da licenciatura em Ciências da Educação vai ser utilizado quando trabalharmos e principalmente por quem desenvolva investigação. A segunda ideia é a de que se as Instituições não têm disponibilidade para acompanhar o trabalho dos alunos era preferível não permitiram a sua integração, pois para fazer um trabalho em grupo e sem apoio constante a própria faculdade faz isso mesmo.





Dia 13 de Março



Este dia serviu para terminarmos a caracterização do público-alvo, mas acima de tudo para começarmos a próxima fase do trabalho: o questionário de levantamento de necessidades.

Para esta tarefa utilizámos vários conhecimentos adquiridos na licenciatura no que diz respeito à construção de questionário. A Coordenadora não esteve sempre presente nesta tarefa mas já houve uma diferença relativamente à semana anterior pois foi mais vezes junto de nós para ver o trabalho e dar algumas sugestões.

Um aspecto menos positivo na atitude da Coordenadora que foi visível neste dia foi o querer que terminássemos o questionário para ser enviado daqui a dois dias. Esta atitude mostra que há alguma pressa da parte da Raízes para que se envie o questionário mas que não há um respeito pelo trabalho que é realizado pelo nosso grupo, pois é de facto pouco tempo para um questionário e enviar em dois dias.



Dia 20 de Março

Após discutirmos todas as alterações necessárias a fazer no questionário com a docente, deslocámo-nos à Raízes para realizar esta tarefa. Neste sentido chegámos à associação às 10h e aí permanecemos até às 13.30h, tendo também a Coordenadora acompanhado o início do trabalho dando-nos algumas sugestões para alterar o questionário.
Depois de terminado o questionário foi necessário enviá-lo aos vários formandos, algo que deu algum trabalho pois foi necessário criar 6 subgrupos de contactos para facilitar a análise das respostas.
Neste dia a Coordenadora já esteve mais presente no início da tarefa, para nos indicar todas as alterações que queria, mas houve uma atitude menos positiva quando esta referiu que o questionário tinha de estar de acordo com a sua opinião (o que ia contra algumas indicações da docente) para ser enviado. Percebo que o questionário tem de estar construído segundo o ideal da associação mas a Coordenadora mostrou-se pouco flexível para ouvir, efectivamente, a nossa explicação em relação à construção do questionário daquela forma.



Dia 03 de Abril



Como até à presente data ainda não tínhamos obtido um número significativo de respostas aos questionários, decidimos reenvia-lo novamente. Assim sendo, permanecemos na Raízes entre as 10 e as 13 horas.

As tarefas realizadas resumiram-se na contabilização das respostas já tidas e na melhoria de alguns aspectos do questionário e do corpo de email enviado. A alteração ao questionário foi feita com base numa sugestão feita no fim do questionário e, de facto, tratava-se de algo que teria de ser modificado. Ao colocarmos os temas para serem seleccionados pedimos que marcassem dois, mas não verificámos que apenas dava para marcar um. Posto isto, houve a necessidade de mudar a introdução do questionário e pedir apenas para seleccionar um tema.

No que diz respeito ao corpo de email foi necessário motivar o público-alvo para responder ao questionário, com o intuito de obter mais participação por parte dos inquiridos.
Depois do sucedido lembrei-me de algo que aprendi ao longo da licenciatura, em especial com Estatística e Investigação em Educação: devemos sempre testar os instrumentos junto de alguém que não seja do público-alvo. Deste modo, evitamos que aconteçam estes erros e obtemos uma visão exterior ao instrumento que pode ser essencial para a sua melhoria.



Dia 10 de Abril



Neste dia decidimos começar a telefonar aos inquiridos uma vez que as respostas obtidas até à dita tinham sido apenas 14, o que era muito pouco significativo. Assim, permanecemos na Raízes entre as 10h e as 15.30h.
Começámos por contactar os formandos que tinham frequentado acções de formação em 2012 por considerarmos que estes iriam responder mais facilmente ao questionário. Esta tarefa foi relativamente fácil em termos do que nós tínhamos de fazer (telefonar, colocar as questões e registar as respostas) mas mostrou-se mais complicada quando os sujeitos não se mostravam disponíveis para responder. Penso que de facto o maior entrave veio da parte dos inquiridos mas nós conseguimos em muitas das vezes “dar a volta” à questão e fazer com que respondessem ao questionário.
Além deste dia não ter sido muito diversificado em termos de actividades, serviu para ganharmos experiência numa actividade que podemos vir a executar no mercado de trabalho, o que é sempre uma mais-valia.

Dia 11 de Abril

Uma vez que não tínhamos concluído todos os telefonemas no dia anterior, foi necessário deslocarmo-nos novamente à Instituição. Chegámos às 12.30h e começámos por fazer os telefonemas nos grupos onde ainda não havia sido feito, tendo acabado esta tarefa à 17h.
Neste dia conseguimos contactar com todos os inquiridos e receber respostas de uma boa parte destes. Contabilizámos um total de 47 respostas por parte dos antigos formandos e 7 respostas dos colaboradores, sendo que 33 das respostas dos formandos foram conseguidas através do questionário por telefone.
Faço um balanço bastante positivo destes dois dias pois os telefonemas foram imprescindíveis para obtermos um número representativo de opiniões que vao servir de base ao plano de formação. Houve uma boa interacção e coesão entre grupo e talvez por isso tenhamos conseguido contactar todos os formandos e obter as respostas neste curto espaço de tempo.


Dia 18 de Abril


A próxima fase do trabalho, e a mais importante, era a construção do Plano de Formação. Posto isto, neste dia deslocámo-nos à Raízes para falar com a Coordenadora e deixá-la a par de toda a situação, tendo permanecido lá entre as 12.30h e as 17.30h.
Para começar foi necessário perceber quais as formações mais votadas pelos formandos, tendo sido escolhidas, no final, quatro delas – Comunicação e Apresentações em Público; Gestão de Conflitos; Liderança e Coordenação de Equipas; e Promoção da Igualdade de Género em Contextos de Risco.
Tal como estudámos em Modelos de Formação, ao iniciar um programa para uma acção de formação é necessário delinear os objectivos (gerais e específicos), os métodos, os conteúdos, a avaliação de competências, o formador, os recursos, o horário, o público-alvo e a duração. Posto isto, começámos pela primeira acção acima referida, tendo realizado um enquadramento geral, definido os objectivos, o público-alvo e a metodologia. As componentes como o horário, o formador e os conteúdos seriam definidas pela Coordenadora pois é ela que tem os contactos dos formadores e, logicamente, é ela a fazer essa selecção.
Neste dia percebi que a preparação que temos devido ao curso é um insuficiente e não nos prepara para a construção de coisas básicas como um plano de formação. Uma vez que nós já tivemos três unidades curriculares sobre formação fiquei extremamente desapontada quando percebi que não estamos, de todo, preparados para o mercado de trabalho e para este tipo de tarefas. Fica a faltar uma melhor preparação que venha colmatar estas falhas.


Dia 02 de Abril

Para continuarmos o trabalho iniciado na semana anterior fomos uma vez mais à Instituição entre as 12.30h e as 17h.
Fomos informadas desde logo que as acções de formação já tinham sido marcadas e que a da Promoção da Igualdade de Género em Contextos de Risco não iria por agora ser palificada e ficaria, de certo modo, “sem efeito”. Para minha surpresa, a acção de formação sobre Comunicação e Apresentações em Público já estava definida e até já tinha sido enviado um cartaz para os formandos com a informação sobre este acção. Neste cartaz o enquadramento não correspondia ao elaborado por nós e isso deixou-me um pouco desmotivada pois deu-me a sensação que trabalhámos e isso não teve qualquer valor par a Instituição.
Neste dia reformulámos o trabalho feito na semana anterior e concluímos as mesmas informações para as outras duas acções de formação. Tendo pedido a opinião da Coordenadora sobre o que fizemos esta disse que estava bem (de forma pouco convincente) mas avisou desde logo que, como não iam fazer logo aquelas acções de formação, aquela informação não iria muito provavelmente ser utilizada por eles e que servia como exercício meramente académico. Penso que isto também se deve ao facto de quando a Raízes pensa em fazer acções de formação, ser o próprio formador a delinear os objectivos, os conteúdos e a metodologia.


Dia 08 de Maio

Neste dia o trabalho que realizámos ocorreu nas imediações da Raízes. Entre as 10h e as 13h percorremos a zona do Lumiar e das Faculdades de Cidade Universitária a distribuir cartazes e panfletos relativos à primeira acção de formação – Falar em Público – a realizar nos dias 18, 19, 25 e 26 de Junho.
Este trabalho foi sobretudo de publicidade e promoção da Raízes, sendo mais um contributo da nossa parte para que tenham mais público nas acções de formação.


Dia 22 de Maio

Para finalizar o nosso trabalho na Associação Raízes foi necessário deslocarmo-nos à mesma uma última vez para realizar a entrevista à coordenadora. Esta entrevista tinha como objectivo fazer um balanço final de todo o trabalho realizado no terreno.
Assim, permanecemos na Associação desde as 10.30h até às 11.30h sendo que a entrevista teve uma duração de 13 minutos e 23 segundos. No tempo restante estivemos à conversa com a coordenadora, abordando temas como o nosso futuro académico e profissional.
Quanto à entrevista, esta serviu para nos dar dados concretos sobre a opinião da coordenadora em relação ao trabalho desenvolvido pelo grupo. Por esta razão colocamos questões como: considera que o nosso projecto foi planeado de forma a responder às necessidades da Associação?; o Plano de Formação elaborado pelo grupo foi ao encontro das suas expectativas?; ou em termos de avaliação global, como avaliaria todo o trabalho desenvolvido pelo grupo?.
Com os dados obtidos podemos ter uma noção clara daquilo que fizemos de melhor e de pior e comparar o que nos foi sendo dito ao longo do nosso trabalho com o que foi dito na entrevista.
Faço um balanço positivo daquilo que a coordenadora referiu na entrevista pois embora tenha criticado um pouco a forma como o plano de formação foi elaborado, considera que este pode ser uma mais-valia para a Raízes se servir para trazer formandos às acções de formação. Mesmo que tal não aconteça, julgo que não se deve à forma como as acções de formação foram construídas, pois estas basearam-se nos dados recolhidos pelos inquéritos, mas provavelmente por motivos intrínsecos a cada sujeito.