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Dia
29 de Setembro
Neste
dia fizemos o primeiro contacto com a Instituição Raízes através do contacto de email geral, bem como, o da direcção
da Associação. Neste email começámos por nos identificar e dizer o que nos
tinha sido proposto na cadeira de SIP IV, explicando pormenorizadamente o que
queríamos desenvolver no terreno (conhecimento do trabalho da Associação,
intervenção num dos projectos, duração, etc.).
Dia 02 de Outubro
Como
não obtivemos qualquer resposta ao primeiro email, reenviámos o primeiro email para
o contacto da Formação da Associação com o intuito (e até esperança) que deste
modo conseguíssemos uma resposta por parte de algum membro da Raízes.
Dia 04 de Outubro
Neste
dia, e devido ao facto de não termos obtido qualquer resposta por parte dos
contactos anteriores, decidimos que seria necessário deslocarmo-nos à
Instituição. Posto isto, a colega Ana Bernardo foi à Instituição onde falou
pessoalmente com a Coordenadora do Departamento de Formação e Gestão. Esta
mostrou-se desde logo disponível para nos receber, tendo explicado que os
projectos em que gostaríamos de nos inserir poderiam ou não continuar e que só
teriam uma resposta definitiva no final de Novembro por parte do Programa
Escolhas. A Coordenadora disse ainda que no prazo máximo de uma semana teríamos
a confirmação acerca da nossa integração na Associação e que caso nenhum
projecto fosse aceite poderíamos encontrar outra alternativa dentro da própria Raízes.
Dia 12 de
Outubro
Uma
vez que a continuidade dos projectos da Raízes
dependiam então do Programa Escolhas decidimos contactar via email um elemento
deste Programa para tentarmos saber se algum dos projectos escolhidos por nós (Ser Comunidade e Entrelaços, tu és capaz!) teria continuidade em 2013 ou até mesmo
se existiria outro projecto que já tivessem certeza da sua continuidade. Este email
serviria, acima de tudo, para nos dar uma resposta mais rápida quanto à questão
da continuidade dos projectos e para nos tranquilizar quanto à viabilidade do
nosso trabalho nesta Associação.
Dia 15 de
Outubro
Neste
dia recebemos a resposta por parte do colaborador do Programa Escolhas, sendo
que nos foi dito que teríamos de aguardar até ao final de Novembro para ter uma
resposta definitiva. Esta resposta não foi, para mim, nada animadora pois precisávamos
de uma resposta mais concreta que nos concedesse alguma segurança em relação à
escolha da instituição que tínhamos feito.
Dia 17 de
Outubro
Para
confirmarmos a nossa integração na Raízes
voltámos a enviar neste dia um email à Coordenadora, onde referimos que
gostaríamos de começar a caracterizar a Associação e o seu trabalho. Para isto
seria necessário realizar uma entrevista, sendo que para isto solicitámos a
colaboração da mesma. Neste mesmo dia a Coordenadora respondeu ao nosso email,
pedindo que enviássemos os nossos Curriculum Vitae e a descrição oficial sobre
o nosso trabalho e também sobre o curso para apresentar à Direcção da Associação.
Além disto disponibilizou-se para participar na entrevista e propôs ainda dois
dias em que poderíamos realizar a mesma.
Dia 18 de
Outubro
Na
sequência do email do dia 17, enviámos a descrição oficial acerca do nosso
trabalho para a Coordenadora e referimos quais os dias em que nos seria
possível realizar a entrevista, visto que nos dias que nos tinham sido
indicados não nos seria possível comparecer.
Dia 22 de
Outubro
Para
remarcar a entrevista a Coordenadora enviou-nos um email a agendar para o dia
seguinte à tarde ou para dia 29 de manhã caso não conseguíssemos comparecer na
primeira data. Respondemos a este email no mesmo dia dizendo que para dia 23
não seria possível para nós e assim ficaria para dia 29 às 10.30h, caso fosse
possível para a Coordenadora.
Dia 23 de
Outubro
Neste
dia recebemos a confirmação por parte de Coordenadora quanto ao dia e à hora da
entrevista.
Dia 25 de
Outubro
Com
o intuito de sabermos se a entrevista podia ser gravada em formato áudio
contactámos neste dia a Coordenadora para saber se esta nos permitiria a
gravação e também para confirmar as horas da entrevista. Obtivemos resposta
neste mesmo dia por parte da Coordenadora a confirmar a hora e o local da
entrevista e alertando que não seria possível conhecermos as restantes equipas
de trabalho. Respondemos rapidamente, via email, dizendo que não havia qualquer
problema em não conhecer a restante equipa pois o mais importante era recolher
informações através da entrevista.
Dia 29 de
Outubro
Neste
dia deslocámo-nos à Sede da Associação para realizarmos a entrevista com a
Coordenadora do Departamento de Formação e Gestão, sendo a minha
primeira vez em contacto directo com o campo. Tendo chegado às 10.15h tivemos
oportunidade de conhecer todas as instalações da Associação, sendo que este
espaço é dividido com outras entidades (muitas delas trabalhadores
particulares) e que é alugado por um preço abaixo do pedido aos restantes
arrendatários. Nesta mesma sede funciona o Centro de Apoio aos Estudos e o
Centro de Formação, sendo que o primeiro a meu ver reúne as condições
necessárias para desenvolver a sua actividade uma vez que está equipa com os
materiais necessários (cadeiras, mesas, quadros, livros) e tem um ambiente
propício para que sejam criados hábitos de estudo.
A entrevista tinha como
objectivo perceber essencialmente a origem da Associação, os projectos que
desenvolvem, a constituição da equipa de trabalho, o sistema de financiamento,
as parcerias, os pontes fortes e fracos e os projectos futuros. Desta
entrevista gostaria de referir que um dos aspectos que mais me alertou foi o
facto de a Associação ser relativamente recente e já ter um número considerável
de projectos activos, a capacidade que os colaboradores têm de criar novas
fontes de geração de receitas (criação de micro-negócios) para colmatar as
dificuldades do financiamento e também o facto de intervirem com os jovens mais
problemáticos das localidades que muitas vezes não são acompanhados por outras
instituições.
A nível pessoal esta
entrevista ajudou-me a aperfeiçoar ainda mais esta técnica pois é apenas com a
experiência que vamos melhorando a técnica da entrevista. Quanto ao espaço
físico achei curioso esta partilha de espaços com outras pessoas de áreas
completamente diferentes, conceito este que se está a difundir cada vez mais em
Portugal.
Dia 08 de
Novembro
Para
continuarmos a desenvolver o trabalho no terreno, até obtermos a resposta sobre
a continuação dos projectos, enviámos um email à Coordenadora para saber se
seria possível observar uma actividade do Centro de Estudos ou do Departamento
de Formação da Associação durante a semana de 12 a 16 de Novembro. Para além
disto perguntámos ainda se seria possível conhecer o espaço em que decorre o projecto
Entrelaços para, caso este seja
aceite, adiantarmos algum trabalho. Neste mesmo dia a Coordenadora respondeu
dizendo que era mais adequado observar uma sessão da formação que está a
decorrer (Formação de Formadores), nomeadamente a de dia 16 às 19h. Quanto à
vista ao Entrelaços esta disse que
antes do final de Novembro não seria possível ir às instalações.
Dia 15 de
Novembro
Para confirmar a
nossa presença no curso de formação, enviámos um email neste dia para a
Coordenadora, referindo que iríamos chegar antes da hora de começo.
Dia 16 de
Novembro
Neste
dia deslocámo-nos novamente à Raízes
para nos integrarmos numa sessão do Curso de Formação de Formadores, mais
especificamente na Formação Pedagógica Inicial de Formadores, com o intuito de nos
envolvermos directamente numa das actividades desenvolvidas pela Associação.
Chegámos
por volta das 18.30h e foi-nos permitido ver o Centro de Estudos em
funcionamento, sem termos no entanto qualquer contacto com os sujeitos que ali
se encontravam. Consegui perceber que o grande objectivo deste é criar hábitos
de estudos juntos dos jovens, estando por isso uma psicóloga e uma voluntaria a
trabalhar com dois grupos diferentes (um com uma aluna do primeiro ciclo e
outro com três alunas do terceiro ciclo).
A
Formação teve início às 19.20h (com 20 minutos de atraso) e terminou às 20.40h,
quando fizeram um pequeno intervalo. O ambiente descontraído foi uma das
características desta Formação que mais curiosidade me despertou, pois ia com a
ideia de que iria assistir a uma sessão muito formal em que os sujeitos
praticamente não interviam e tal não se verificou. Pelo contrário, a formadora
permitia, e até motivava, que todos falassem sobre o tema e que houvesse assim
uma maior partilha e interacção entre todos. Outro aspecto interessante foi uma
técnica utilizada pela formadora para fazer a sua apresentação, que eu nunca
tinha visto mas que faz todo o sentido, que passava por desligar sempre o
retroprojector depois de cada tópico do slide, como forma de ter toda a atenção
dos formandos durante a sua explicação. Esta experiência fez-me pensar sobretudo
nas cadeiras de Formação de Professores e de Modelos de Formação pois fez-me
ver que as formações não são, tal como muitas vezes se pensa, sinónimo de
obrigação e de desinteresse por parte de quem frequenta estas formações.
Dia 29 de
Novembro
Com
o intuito de sabermos, o mais depressa possível, a resposta em relação à
continuidade dos projectos em que gostaríamos de nos inserir enviámos um email
à Coordenadora do Departamento de Formação e Gestão. Além disto, referimos
ainda que caso algum fosse aceite gostaríamos de entrar directamente em
contacto com a respectiva equipa de trabalho e assim avançarmos com o trabalho.
Dia 04 de
Dezembro
Como
até à data não tínhamos qualquer resposta em relação aos projectos enviámos
novamente um email à Coordenadora do Departamento de Formação e Gestão.
Aproveitámos ainda para pedir o enquadramento legal da Associação.
Dia 05 de
Dezembro
Neste
dia obtivemos resposta ao mail anterior mas esta não foi positiva pois a
Coordenadora disse que em Dezembro nenhum dos projectos nos poderia receber. Poderíamos
apenas integrar-nos numa escola que é parceira do projecto Entrelaços. Ainda neste dia voltamos a responder relembrando que
neste mês teríamos já de conhecer o espaço e a equipa de trabalho com quem
vamos trabalhar e intervir no próximo semestre. Tentámos ainda no email marcar
uma entrevista com alguém do projecto, reforçando a ideia de que seria
importante conhecer o espaço e a equipa de trabalho. Mais tarde recebemos a
resposta ao ultimo email, onde nos foram fornecidos os contactos das
coordenadoras dos dois projectos para que falássemos directamente com elas,
tendo ainda a Coordenadora nos alertado para o facto de não haver espaço físico
para nos receber às duas.
Dia 10 de
Dezembro
Após
contactarmos via telefone a Coordenadora do projecto Entrelaços e de esta nos dizer para contactarmos a escola que lhes
é parceira, enviámos neste dia um email à escola onde explicámos qual o intuito
e a duração do nosso trabalho e que vínhamos da parte do Entrelaços. Além disto enviámos ainda o contacto da docente e a formalização
do nosso pedido através da carta disponibilizada pelo Instituto de Educação.
Dia 13 de
Dezembro
Uma
vez que até este dia não obtivemos qualquer resposta por parte da escola decidimos
contactar via telefone um dos elementos do Conselho Executivo, bem como a
coordenadora do Entrelaços. Da parte
da escola foi impossível falar com alguém e com a coordenadora, embora tenhamos
falado com ela, não obtivemos qualquer resposta definitiva da parte da mesma em
relação à nossa integração no projecto e na própria escola.
Posto
isto, tal como já tínhamos agendado fomos realizar uma entrevista à
Coordenadora do Departamento de Formação para que ficássemos a conhecer melhor
este departamento, uma vez que é com este que iremos trabalhar (devido à falta
de resposta por parte do projecto Entrelaços).
Chegámos à Associação às 12.15h tendo-nos recebido a própria Coordenadora. Começámos
a entrevista na sala do Centro de Apoio ao Estudo, estando também presente uma
estagiária. Esta teve a duração de 14 minutos e 49 segundos, sendo possível depreender
que a sua principal dificuldade deve-se à falta de recursos humanos, ao
diminuto investimento nas formações e também ao pouco financiamento. Por outro
lado, há potencialidades que não estão a ser aproveitadas como é exemplo a sala
de informática e a própria sala de formação, que tem as condições necessárias
mas que está muitas vezes sem ser ocupada. Após a entrevista conversámos um
pouco sobre aquilo que poderíamos vir a fazer, tendo surgido algumas ideias
interessantes como uma parceira com o Instituto de Educação ou o planeamento de
uma acção de formação. Terminada a conversa saímos da Raízes às 13.15h.
Esta
entrevista deixou-me um pouco mais tranquilizada pois conseguimos encontrar uma
segunda hipótese para desenvolver o nosso projecto de intervenção e também pelo
apoio e preocupação que foi demonstrado pela entrevistada em relação ao nosso
trabalho. Embora não seja a área que tinha idealizado realizar o projecto penso
que será possível fazer algo interessante dentro desta nova área.
Dia 20 de
Dezembro
Neste
dia após a aula tivemos ainda uma sessão de tutoria com a docente. Esta serviu
acima de tudo para, primeiramente, explicarmos o que se tinha sucedido em
relação ao projecto Entrelaços, e posteriormente para discutir o projecto em
si. Nesta sessão ficou decidido que poderíamos fazer a parceria com o Instituto
de Educação mas que isso não poderia ser o projecto em si mas si uma componente
do mesmo. A docente aconselhou que nos integrássemos e trabalhássemos numa
formação já existente (por exemplo a referente à Violência no namoro e
Violência no namoro), para ser mais fácil realizar o nosso projecto. Acima de
tudo iríamos perceber junto dos destinatários o que esperavam dessa formação e,
depois da formação, se a formação tinha correspondido às espectativas. Embora não
fosse aquilo que eu inicialmente tinha idealizado, esta ideia pareceu-me
adequada e, pelo menos, exequível e interessante do ponto de vista da
intervenção.
Depois
desta conversa deslocámo-nos à Raízes
para saber se era possível enveredar pela acção de formação sobre a violência.
A Coordenadora do Departamento de Formação recebeu-nos e, com uma conversa
informal, explicou-nos que esta formação ainda não estava bem delineada para
nos dar já uma certeza quanto à nossa integração, isto é, embora tenham o
financiamento para a fazer ainda não escolheram quem será o formador e até
mesmo os destinatários ainda não sabem quem são. Seria de facto arriscado
esperarmos por uma resposta definitiva pois não podemos atrasar novamente o
nosso trabalho. Nesta conversa surgiu a ideia de fazermos um levantamento de necessidades
aos colaboradores do departamento de Formação, para perceber algumas das dificuldades
sentidas pelos mesmos durante as formações que pudessem ser colmatadas com
acções de formação. Na fase seguinte teríamos de focar-nos numa temática e
construir o plano de formação. Este seria implementado junto de todos os
colaboradores e, se possível, iríamos avaliar o impacto desta mesma formação.
Além disto, caso ainda tenhamos tempo a Coordenadora deixaria que fizéssemos algum
tipo de avaliação do impacto da formação sobre Violência.
Faço
um balanço positivo deste dia pois conseguimos encontrar um fio condutor para o
nosso trabalho mas de maneira mais concreta, algo que faltava até então. Penso
que tanto da parte da docente como da Coordenadora teremos o apoio para
implementar este novo projecto, o que é algo imprescindível depois de uma fase
inicial tão atribulada.
2.º Semestre
Dia 06 de Fevereiro
Depois
de terminado o primeiro semestre onde foi elaborado o projecto de intervenção,
foi necessário voltar à Instituição para explicar pormenorizadamente à
Coordenadora o que havíamos definido. Assim sendo, neste dia agendámos para as
15 horas uma reunião onde começámos por dizer que o nosso projecto iria culminar na
construção do plano de formação para o presente ano. Ao referirmos o
público-alvo – os colaboradores dos projectos – foi-nos aconselhado abranger
também os formandos que já tinham passado pela Raízes.
Ao reflectir sobre este
alargamento do público-alvo penso que traz-nos duas vantagens: ter uma maior
rede de contactos para este trabalho e conseguir com que os colaboradores
frequentem a formação sem ter qualquer custo monetário (apenas os formandos
terão de pagar). Além disto, a Coordenadora forneceu-nos um questionário que já
havia sido aplicado, onde tentava fazer um levantamento de necessidades em
relação à formação, que teria de ser reformulado.
A reunião acabou pelas 16 horas e fez com que ficasse um pouco mais tranquilizada pois não houve nenhum entrave em relação ao nosso projecto. Em relação ao questionário denotei desde logo que este não estava totalmente bem construído pois faltavam
algumas partes básicas, tal como aprendi em Estatística e Investigação em
Educação.
Dia 27 de Fevereiro
Este
dia foi o primeiro em que tivemos presentes mais horas na Instituição
(10h-17.30h) e por isso a experiência foi relativamente diferente. Enquanto nas
deslocações anteriores apenas tínhamos tido reuniões com a Coordenadora, desta
vez estivemos na Instituição como parte integrante da mesma. Trabalhámos num
dos gabinetes e pudemos aceder a diversos ficheiros com informações acerca dos
formandos e colaboradores que serviu de base para fazer a “base de dados” sobre
o público-alvo.
Se
por um lado conseguimos trabalhar autonomamente sem ninguém a interferir no
nosso trabalho, por outro penso que fica a faltar a interacção entre nós e eles
(trabalhadores da Instituição). De certa forma, algum do trabalho que vai ser
realizado na Instituição podia também ser feito na faculdade ou até em casa. Ao
contrário de quem está inserido em instituições com crianças, a interacção que
se desenvolve é muito diminuta e isto é algo que pessoalmente não queria que
acontecesse.
Dia 06 de Março
Uma
vez mais permanecemos na instituição entre as 10 e as 17.30 horas. Nesta semana
o trabalho baseou-se sobretudo na construção dos gráficos relativos aos dados recolhidos
sobre os formandos e colaboradores.
Uma
vez mais este trabalho foi feito apenas pelo grupo e por isso foi necessário
transportar os conhecimentos da licenciatura para a tarefa. De facto ao
escolhermos o público-alvo é necessário caracterizá-lo pois essa é a base para
se desenvolver todo o trabalho posterior, algo que é ensinado desde cedo aos
alunos de Ciências da Educação.
A
apresentação sobre o planeamento e a avaliação do projecto foi também ela
realizada neste dia uma vez que dispúnhamos de tempo para o fazer.
Deste
dia tiro duas ideias: todo o conhecimento tirado da licenciatura em Ciências da
Educação vai ser utilizado quando trabalharmos e principalmente por quem
desenvolva investigação. A segunda ideia é a de que se as Instituições não têm
disponibilidade para acompanhar o trabalho dos alunos era preferível não permitiram
a sua integração, pois para fazer um trabalho em grupo e sem apoio constante a própria
faculdade faz isso mesmo.
Dia
13 de Março
Este
dia serviu para terminarmos a caracterização do público-alvo, mas acima de tudo
para começarmos a próxima fase do trabalho: o questionário de levantamento de
necessidades.
Para
esta tarefa utilizámos vários conhecimentos adquiridos na licenciatura no que
diz respeito à construção de questionário. A Coordenadora não esteve sempre
presente nesta tarefa mas já houve uma diferença relativamente à semana
anterior pois foi mais vezes junto de nós para ver o trabalho e dar algumas
sugestões.
Um aspecto menos positivo na atitude da
Coordenadora que foi visível neste dia foi o querer que terminássemos o
questionário para ser enviado daqui a dois dias. Esta atitude mostra que há
alguma pressa da parte da Raízes para que se envie o questionário mas que não
há um respeito pelo trabalho que é realizado pelo nosso grupo, pois é de facto
pouco tempo para um questionário e enviar em dois dias.
Dia 08 de Maio
Dia
20 de Março
Após
discutirmos todas as alterações necessárias a fazer no questionário com a
docente, deslocámo-nos à Raízes para
realizar esta tarefa. Neste sentido chegámos à associação às 10h e aí
permanecemos até às 13.30h, tendo também a Coordenadora acompanhado o início do
trabalho dando-nos algumas sugestões para alterar o questionário.
Depois
de terminado o questionário foi necessário enviá-lo aos vários formandos, algo
que deu algum trabalho pois foi necessário criar 6 subgrupos de contactos para
facilitar a análise das respostas.
Neste
dia a Coordenadora já esteve mais presente no início da tarefa, para nos
indicar todas as alterações que queria, mas houve uma atitude menos positiva
quando esta referiu que o questionário tinha de estar de acordo com a sua
opinião (o que ia contra algumas indicações da docente) para ser enviado.
Percebo que o questionário tem de estar construído segundo o ideal da
associação mas a Coordenadora mostrou-se pouco flexível para ouvir,
efectivamente, a nossa explicação em relação à construção do questionário
daquela forma.
Dia
03 de Abril
Como
até à presente data ainda não tínhamos obtido um número significativo de
respostas aos questionários, decidimos reenvia-lo novamente. Assim sendo,
permanecemos na Raízes entre as 10 e
as 13 horas.
As
tarefas realizadas resumiram-se na contabilização das respostas já tidas e na
melhoria de alguns aspectos do questionário e do corpo de email enviado. A alteração ao questionário foi feita com base numa
sugestão feita no fim do questionário e, de facto, tratava-se de algo que teria
de ser modificado. Ao colocarmos os temas para serem seleccionados pedimos que
marcassem dois, mas não verificámos que apenas dava para marcar um. Posto isto,
houve a necessidade de mudar a introdução do questionário e pedir apenas para
seleccionar um tema.
No
que diz respeito ao corpo de email
foi necessário motivar o público-alvo para responder ao questionário, com o
intuito de obter mais participação por parte dos inquiridos.
Depois do sucedido lembrei-me de algo que
aprendi ao longo da licenciatura, em especial com Estatística e Investigação em
Educação: devemos sempre testar os instrumentos junto de alguém que não seja do
público-alvo. Deste modo, evitamos que aconteçam estes erros e obtemos uma
visão exterior ao instrumento que pode ser essencial para a sua melhoria.
Dia
10 de Abril
Neste
dia decidimos começar a telefonar aos inquiridos uma vez que as respostas
obtidas até à dita tinham sido apenas 14, o que era muito pouco significativo.
Assim, permanecemos na Raízes entre as 10h e as 15.30h.
Começámos
por contactar os formandos que tinham frequentado acções de formação em 2012
por considerarmos que estes iriam responder mais facilmente ao questionário.
Esta tarefa foi relativamente fácil em termos do que nós tínhamos de fazer (telefonar,
colocar as questões e registar as respostas) mas mostrou-se mais complicada quando
os sujeitos não se mostravam disponíveis para responder. Penso que de facto o
maior entrave veio da parte dos inquiridos mas nós conseguimos em muitas das
vezes “dar a volta” à questão e fazer com que respondessem ao questionário.
Além
deste dia não ter sido muito diversificado em termos de actividades, serviu
para ganharmos experiência numa actividade que podemos vir a executar no
mercado de trabalho, o que é sempre uma mais-valia.
Dia
11 de Abril
Uma
vez que não tínhamos concluído todos os telefonemas no dia anterior, foi
necessário deslocarmo-nos novamente à Instituição. Chegámos às 12.30h e começámos
por fazer os telefonemas nos grupos onde ainda não havia sido feito, tendo
acabado esta tarefa à 17h.
Neste
dia conseguimos contactar com todos os inquiridos e receber respostas de uma
boa parte destes. Contabilizámos um total de 47 respostas por parte dos antigos
formandos e 7 respostas dos colaboradores, sendo que 33 das respostas dos
formandos foram conseguidas através do questionário por telefone.
Faço um balanço bastante positivo destes dois
dias pois os telefonemas foram imprescindíveis para obtermos um número
representativo de opiniões que vao servir de base ao plano de formação. Houve
uma boa interacção e coesão entre grupo e talvez por isso tenhamos conseguido
contactar todos os formandos e obter as respostas neste curto espaço de tempo.
Dia
18 de Abril
A
próxima fase do trabalho, e a mais importante, era a construção do Plano de
Formação. Posto isto, neste dia deslocámo-nos à Raízes para falar com a
Coordenadora e deixá-la a par de toda a situação, tendo permanecido lá entre as
12.30h e as 17.30h.
Para
começar foi necessário perceber quais as formações mais votadas pelos
formandos, tendo sido escolhidas, no final, quatro delas – Comunicação e
Apresentações em Público; Gestão de Conflitos; Liderança e Coordenação de
Equipas; e Promoção da Igualdade de Género em Contextos de Risco.
Tal
como estudámos em Modelos de Formação, ao iniciar um programa para uma acção de
formação é necessário delinear os objectivos (gerais e específicos), os
métodos, os conteúdos, a avaliação de competências, o formador, os recursos, o
horário, o público-alvo e a duração. Posto isto, começámos pela primeira acção
acima referida, tendo realizado um enquadramento geral, definido os objectivos,
o público-alvo e a metodologia. As componentes como o horário, o formador e os
conteúdos seriam definidas pela Coordenadora pois é ela que tem os contactos
dos formadores e, logicamente, é ela a fazer essa selecção.
Neste
dia percebi que a preparação que temos devido ao curso é um insuficiente e não
nos prepara para a construção de coisas básicas como um plano de formação. Uma
vez que nós já tivemos três unidades curriculares sobre formação fiquei
extremamente desapontada quando percebi que não estamos, de todo, preparados
para o mercado de trabalho e para este tipo de tarefas. Fica a faltar uma
melhor preparação que venha colmatar estas falhas.
Dia
02 de Abril
Para
continuarmos o trabalho iniciado na semana anterior fomos uma vez mais à Instituição
entre as 12.30h e as 17h.
Fomos
informadas desde logo que as acções de formação já tinham sido marcadas e que a
da Promoção da Igualdade de Género em Contextos de Risco não iria por agora ser
palificada e ficaria, de certo modo, “sem efeito”. Para minha surpresa, a acção
de formação sobre Comunicação e Apresentações em Público já estava definida e
até já tinha sido enviado um cartaz para os formandos com a informação sobre
este acção. Neste cartaz o enquadramento não correspondia ao elaborado por nós
e isso deixou-me um pouco desmotivada pois deu-me a sensação que trabalhámos e
isso não teve qualquer valor par a Instituição.
Neste
dia reformulámos o trabalho feito na semana anterior e concluímos as mesmas
informações para as outras duas acções de formação. Tendo pedido a opinião da
Coordenadora sobre o que fizemos esta disse que estava bem (de forma pouco
convincente) mas avisou desde logo que, como não iam fazer logo aquelas acções
de formação, aquela informação não iria muito provavelmente ser utilizada por
eles e que servia como exercício meramente académico. Penso que isto também se
deve ao facto de quando a Raízes
pensa em fazer acções de formação, ser o próprio formador a delinear os
objectivos, os conteúdos e a metodologia.
Dia 08 de Maio
Neste
dia o trabalho que realizámos ocorreu nas imediações da Raízes. Entre as 10h e as 13h percorremos a zona do Lumiar e das
Faculdades de Cidade Universitária a distribuir cartazes e panfletos relativos
à primeira acção de formação – Falar em Público – a realizar nos dias 18, 19,
25 e 26 de Junho.
Este
trabalho foi sobretudo de publicidade e promoção da Raízes, sendo mais um contributo da nossa parte para que tenham
mais público nas acções de formação.
Dia
22 de Maio
Para
finalizar o nosso trabalho na Associação Raízes foi necessário deslocarmo-nos à
mesma uma última vez para realizar a entrevista à coordenadora. Esta entrevista
tinha como objectivo fazer um balanço final de todo o trabalho realizado no
terreno.
Assim,
permanecemos na Associação desde as 10.30h até às 11.30h sendo que a entrevista
teve uma duração de 13 minutos e 23 segundos. No tempo restante estivemos à
conversa com a coordenadora, abordando temas como o nosso futuro académico e
profissional.
Quanto
à entrevista, esta serviu para nos dar dados concretos sobre a opinião da
coordenadora em relação ao trabalho desenvolvido pelo grupo. Por esta razão colocamos
questões como: considera que o nosso projecto foi planeado de
forma a responder às necessidades da Associação?; o Plano de Formação elaborado
pelo grupo foi ao encontro das suas expectativas?; ou em termos de avaliação
global, como avaliaria todo o trabalho desenvolvido pelo grupo?.
Com os dados obtidos podemos
ter uma noção clara daquilo que fizemos de melhor e de pior e comparar o que
nos foi sendo dito ao longo do nosso trabalho com o que foi dito na entrevista.
Faço um balanço positivo daquilo que a coordenadora referiu na
entrevista pois embora tenha criticado um pouco a forma como o plano de
formação foi elaborado, considera que este pode ser uma mais-valia para a
Raízes se servir para trazer formandos às acções de formação. Mesmo que tal não
aconteça, julgo que não se deve à forma como as acções de formação foram construídas,
pois estas basearam-se nos dados recolhidos pelos inquéritos, mas provavelmente
por motivos intrínsecos a cada sujeito.